Tratamento e cuidados

O avanço da Covid-19 em Santa Catarina, especialmente na Grande Florianópolis, acendeu o sinal de alerta no governo federal, que voltou os olhos para cá depois que o Estado, desde o início da semana, registrou a maior média de aumento de mortes pela doença no país.

Na terça-feira (21), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, esteve em Florianópolis, onde se reuniu com lideranças políticas e profissionais da Saúde. Pazuello reconheceu que a situação é grave, mas afirmou que está sob controle. Para o ministro, a alta nos números está ligada diretamente à chegada do frio. E também defendeu o tratamento precoce, pois o diagnóstico rápido é o melhor remédio no combate ao coronavírus.

Esse olhar do ministro para a busca imediata da ajuda médica ao sinal de qualquer sintoma é justamente o que o Grupo ND defendeu em editorial publicado no dia 15 de julho: “De repente, o Estado se tornou o detentor de vidas, decidindo qual o melhor tratamento ou que medicamentos devem ser ministrados à população para o combate à Covid-19. O vírus não escolhe ideologias, não tem preferências partidárias.

Lamentavelmente, está ocorrendo neste país uma grave politização em torno do assunto. A opção pelo tratamento ou medicamento é uma decisão do indivíduo. Somente o doente tem o direito de escolher, em conjunto com seu médico e familiares, como quer ser tratado, que medicamento tomar e que risco pode correr para se curar”.

Infelizmente, na Grande Florianópolis não há um protocolo oficial e sequer chegaram os medicamentos solicitados ao governo federal para o enfrentamento da Covid-19, principalmente nos estágios iniciais.

Entre incertezas, desconhecimento dos políticos e até ausência do Poder Público, a população precisa redobrar os cuidados. Pode parecer repetição ou excesso, mas é preciso ter atenção. Seguir cumprindo o isolamento social e o distanciamento de 1,5 metro das outras pessoas, além de lavar bem as mãos, é o mais recomendável para evitar o contágio.

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