Tratamento precoce e a liberdade de escolha

Duas decisões importantes foram anunciadas pela governadora interina Daniela Reinehr nos últimos dias: a garantia do tratamento precoce de pacientes diagnosticados com Covid-19 e a autonomia dos médicos para o exercício da profissão, sem a interferência do Estado.

A nova nota técnica permite que os médicos possam prescrever medicamentos, como cloroquina, para o tratamento da Covid, antes mesmo da realização de exames que confirmem o diagnóstico da doença. Daniela defende que o médico tem autonomia para receitar o melhor tratamento.

As medidas são fundamentais para a saúde da população neste momento em que voltou a crescer o número de casos, principalmente na Grande Florianópolis, região onde a ocupação de leitos adultos de UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) está na casa dos 90% desde sexta-feira, dia 6.

É uma fase em que todos precisam redobrar os cuidados para evitar o contágio do coronavírus. Sem previsão de uma vacina, é importante que a população se conscientize que a pandemia é um gigantesco desafio para todos, incluindo cientistas e profissionais da saúde.

O tratamento precoce é uma das bandeiras do Grupo ND. Em julho, foi publicado o editorial “Liberdade para se tratar”, que defende a liberdade de escolha entre médico e paciente para qual tipo de medicação seja utilizada logo nos primeiros sintomas: “O vírus não escolhe ideologias, não tem preferências partidárias. Lamentavelmente, está ocorrendo neste país uma grave politização em torno do assunto. Em lugar dos médicos, ministros, governadores, prefeitos, promotores e até juízes decidem pelo cidadão. Com uma canetada podem proibir, autorizar ou estabelecer novo protocolo. É um poder absoluto, quase de vida e morte. Que direito estas pessoas têm sobre os demais cidadãos?”

Este é apenas um dos trechos do editorial que ganhou repercussão nacional e que abriu a discussão entre população, médicos, profissionais da saúde e políticos. Agora, com as decisões do governo de Santa Catarina, fica evidente a importância de o cidadão poder decidir e escolher qual o melhor tratamento. A liberdade de decisão também ajuda a preservar vidas.

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