Tratamento precoce

A pesquisa encomendada pelo Grupo ND ao Instituto Mapa, “Avaliações Coronavírus e Sociopolíticas em Santa Catarina, publicada nesta edição, aponta que 56% dos entrevistados admite ter usado ou a possibilidade de usar medicamentos como hidroxicloroquina ou ivermectina, para tratamento precoce ou de sintomas leves da Covid-19, sob prescrição médica.

A tendência dos catarinenses sobre o polêmico assunto vem ao encontro do que o Grupo ND defendeu em editorial publicado no dia 15 de julho, “Liberdade para se tratar”. O movimento editorial é de esclarecimento público sobre o combate à Covid-19.

Com repercussão nacional, o texto trata da excessiva politização em torno do tratamento da Covid-19 no Brasil: “Sob o falso argumento de não ter o aval da ciência, a mão pesada do Estado avança sobre aspectos essencialmente particulares da vida das pessoas.

Agem em nome da ciência que não conhecem, proibindo ou autorizando medicamentos. Interferem em uma relação privada e sigilosa entre médico e paciente. Passam por cima dos diretos individuais que são conquistas da cidadania. A opção pelo tratamento ou medicamento é uma decisão do indivíduo”.

Das 1.200 pessoas ouvidas nas seis regiões do Estado, 56% responderam positivamente para o uso dos medicamentos para tratamento de sintomas leves; 27% disseram que não usariam; e 16,9% não sabem.

O maior índice positivo foi registrado no Vale do Itajaí, 60,8%. Por gênero, quem mais tomou ou tomaria, são os homens, 60,6%. Por faixa etária, são as pessoas entre 25 e 44 anos que mais responderam sim à pergunta, 60,8%.“O vírus não escolhe ideologias, não tem preferências partidárias.

Lamentavelmente, está ocorrendo neste país uma grave politização em torno do assunto. Em lugar dos médicos, ministros, governadores, prefeitos, promotores e até juízes decidem pelo cidadão. Com uma canetada podem proibir, autorizar ou estabelecer novo protocolo. É um poder absoluto, quase de vida e morte.

Que direito estas pessoas têm sobre os demais cidadãos?”, questiona o editorial do Grupo ND. Esses dois medicamentos certamente não são a cura para a Covid-19, mas são procedimentos de esperança em meio a muitas dúvidas e incertezas em relação ao tratamento. O tratamento precoce passou a ser essencial nesta pandemia.

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