Turismo sem direção

Um dos setores mais afetados pela pandemia de Covid-19, o turismo chega ao pico da incerteza neste início de verão e fim de ano, época historicamente reconhecida como a mais forte para agências, guias, hotéis, pousadas, bares e restaurantes.

Em Santa Catarina, as idas e vindas de decretos e liminares, criaram uma insegurança geral. As dúvidas do que pode, do que não pode, prejudicam ainda mais o setor duramente atingido pela paralisia mundial desde março. É um preço muito alto a ser pago para quem empreende e sobrevive do turismo. Milhares de empregos estão em jogo.

O governo do Estado, por meio da Santur (Agência de Desenvolvimento do Turismo de Santa Catarina), teve nove meses para planejar, criar estratégias e orientar os empresários.

Até tentou, mas os erros na compra dos 200 respiradores chineses por R$ 33 milhões, a prisão de um secretário de Estado do primeiro escalão, a ausência da Secretaria da Saúde nas principais questões envolvendo a pandemia, e o impeachment do governador Carlos Moisés ficaram acima de tantos outros temas importantes para o planejamento futuro de Santa Catarina, que tem o turismo com uma das principais forças econômicas.

Como o Estado não deu conta, o governo federal entrou na jogada. Ontem, o Ministério do Turismo finalizou a liberação de R$ 5 bilhões destinados a socorrer o setor de turismo diante dos impactos da pandemia de Covid-19 e, ao mesmo tempo, auxiliar na preparação da retomada das atividades em todo o país.

A estimativa é de que mais de 43 mil empregos diretos em atividades relacionadas ao setor sejam preservados. Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, esta é uma conquista histórica. Dinheiro que chega em boa hora. Resta agora ao Estado planejar melhor, apoiar os trabalhadores do turismo e dar segurança às empresas e aos turistas.

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