Um basta ao racismo

A morte de George Floyd, um norte-americano negro de 46 anos acusado de ter usado uma nota falsa de US$ 20 para comprar cigarros em um mercado de Minneapolis, preso e morto pela polícia logo depois, embora não representasse nenhuma ameaça física, reacendeu com muita força a chama do racismo no mundo.

O policial branco Derek Chauvin, que matou Floyd asfixiado, teve 18 queixas anteriores contra ele. Um claro caso de racismo. A morte de Floyd e de muitos outros negros que foram vítimas de policiais levou milhares de cidadãos às ruas, para expressar indignação pela falha do governo norte-americano em fornecer uma das proteções mais fundamentais da Constituição: o direito à vida, e não ser privado dessa vida sem o devido processo legal.

Por mais campanhas e mobilizações contra o racismo que são organizadas por instituições, ONGs ou veículos de comunicação, a discriminação e o preconceito contra negros, infelizmente, ainda estão presentes no esporte, na política, no comércio, na educação e, principalmente, nas redes sociais. Ou seja, está em nosso dia a dia, em forma de expressões de violência (agressões verbais ou físicas) e até em simples olhares.

No Brasil, a discriminação e o preconceito étnicos se tornaram ostensivos. Entre as muitas expressões de violência, o racismo ganha destaque por meio das agressões verbais, físicas e até justificativas para o alto índice de mortalidade de afrodescendentes no país.

Para piorar, há ainda o descaso e o pleno desinteresse do poder público em combater com rigor, como deveria, o crime de racismo. Ofendidos, os negros exigem punição, mas os agressores usam a impunidade como escudo.

Os casos de Floyd nos Estados Unidos, do menino João Pedro no Rio de Janeiro e de inúmeros atos de desprezo e discriminação que ocorrem diariamente no mundo contra pessoas negras, derrubam a velha hipocrisia de que não há racismo. Ele existe sim, impregnado em todas as áreas. E combatê-lo passa a ser prioridade de todos os governos e cidadãos.

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