Um crime ambiental

Enquanto acompanhamos apreensivos uma das maiores agressões ambientais da história do Brasil – o vazamento de óleo no litoral do Nordeste, aqui na nossa região a série de incêndios que atingiu o Parque Estadual da Serra do Tabuleiro nos meses de setembro e outubro provocou grandes danos à fauna e flora. A estimativa é de que sejam necessários 15 anos para a recuperação da vegetação. Conforme o IGP (Instituto Geral de Perícias), que concluiu o laudo sobre os incêndios, o fogo foi causado por ação humana, mas não conseguiu identificar se foi ato criminoso ou não. O dano ambiental foi calculado em R$ 8,2 milhões. O laudo pode não ter apontado se foi ato criminoso, mas sabe-se que muitas queimadas são identificadas com frequência dentro do parque, que é maior unidade de conservação de proteção integral de Santa Catarina. A forma arcaica de limpar terreno tem impacto negativo na biodiversidade e frequentemente leva a incêndios sem controle. Ela aniquila habitats naturais e dizima espécimes de fauna e flora de uma região. Algumas queimadas ocorrem no processo de invasão de área. Duas semanas após o maior incêndio da série no Tabuleiro, a Fundação Cambirela de Meio Ambiente flagrou um invasor demarcando ruas para um loteamento residencial dentro da reserva. Enquanto não houver consciência ambiental de pessoas que queimam mato para promover invasão, queimam lixo ou jogam pontas de cigarro na mata, o meio ambiente vai ser derrotado pela ação humana.

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