Um exemplo a ser seguido

O governo federal lançou mão de mais um artifício para permitir que a economia continue girando, apesar dos efeitos negativos provocados pela pandemia, que já provocou mais de 411 mil mortes no Brasil. Em decreto publicado ontem, foi oficializada a antecipação do pagamento do 13º salário aos aposentados e pensionistas da Previdência Social.

Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, serão repassados R$ 56 bilhões a 31 milhões de pessoas que têm direito à antecipação.

O pagamento da primeira parcela do abono está previsto para começar no dia 25 deste mês. E a segunda parcela chegará ao bolso dos aposentados e pensionistas a partir do fim de junho.

Apesar de boa parte da população estar com as finanças comprometidas por dívidas, uma parcela destes recursos será destinada ao consumo, podendo impulsionar a geração de empregos. E a injeção desses recursos vem em boa hora, já que na sexta-feira passada o país alcançou 14,4 milhões de pessoas sem trabalho.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, desde o início da pandemia vem defendendo a ideia de que é preciso aliar o combate à pandemia ao funcionamento da economia.

O governo já adotou nova rodada do auxílio emergencial, relançou o BEm (Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda), voltado às empresas de maior porte e também anunciou a ampliação em três meses da carência para os empresários começarem a pagar os empréstimos obtidos dentro do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte).

Se a estratégia não vem dando resultados animadores no Brasil, em Santa Catarina ela vem rendendo bons frutos, tanto que o Estado vem alcançando crescimento na arrecadação de impostos e registrou crescimento de 86,8 mil postos formais de trabalho no primeiro trimestre deste ano. Mas a “guerra” nos campos da economia e da saúde não pode ter trégua, sob pena de que os resultados alcançados até agora sejam colocados em risco.

Até porque, este ano, o governo federal, com o caixa apertado, reduziu de R$ 524 bilhões, em 2020, para R$ 103 bilhões os recursos para os programas extraordinários contra a pandemia, segundo cálculos do Tesouro Nacional. Assim, só nos resta torcer que o exemplo de Santa Catarina siga inspirando o Brasil.

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