Um hospital inseguro

 

Referência em alta complexidade em especialidades como traumatologia, ortopedia, neurocirurgia, neurologia, oftalmologia e cirurgia geral, o Hospital Governador Celso Ramos é alvo de investigação do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina). O órgão abriu três inquéritos para investigar a ausência de documentos, materiais e sistemas de segurança contra incêndios ou pânico no Hospital Celso Ramos, em Florianópolis, construído há 52 anos. E o mais grave: a falta de Habite-se.

Tecnicamente chamado auto de conclusão de obra, o Habite-se é uma certidão expedida pela prefeitura atestando que o imóvel está pronto para ser habitado e foi construído ou reformado conforme as exigências legais estabelecidas pelo município. É inaceitável que um hospital, que atende cerca de 16 mil pessoas por mês, funcione irregularmente. No final de setembro, uma sala pegou fogo e a emergência ficou fechada durante toda a manhã.

Na saúde, o cidadão, pagador de muitos impostos, espera que um bom sistema de atendimento mantido pelo poder público esteja à sua disposição quando for preciso. Em um momento de doença, o mínimo que se espera é ter um local confiável e seguro para ser atendido. Nesta situação, o Hospital Celso Ramos gera insegurança e medo nos pacientes. Há anos o SindSaúde alerta para os problemas na unidade de saúde. “Sucateado” e “bomba relógio” são duas citações fortes do sindicato. O governo do Estado precisa dar uma resposta rápida e eficiente aos catarinenses.

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