Um parque para a cidade

O primeiro objetivo está concluído. O Parque Ecológico do Córrego Grande, uma área de 22 hectares que é um refúgio em meio à cidade, continua sendo propriedade de Florianópolis, dos moradores e dos turistas. A mobilização da sociedade, de lideranças políticas e comunitárias e da imprensa foi fundamental para chamar a atenção do Ministério do Meio Ambiente e Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) para o assunto. O Grupo ND abraçou o assunto e lançou a campanha “O parque é nosso”.

Em busca de recursos durante a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, o governo federal incluiu o parque na lista de 355 bens que pertencem ao Ibama que serão vendidos. Os órgãos reconheceram a importância do espaço público para Florianópolis, e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, virá para a capital catarinense na próxima segunda-feira para assinar o termo de renovação da concessão pública.

No encontro, a administração municipal vai reforçar o pedido ao ministro de doação definitiva do parque. A área, já consolidada como espaço de lazer da comunidade, estratégico para projetos de educação ambiental de crianças e adolescentes e sede do Centro de Convivência para Idosos, que oferece diversas atividades gratuitas.

A preocupação da comunidade com a possível venda para a iniciativa privada era de que o parque fosse destruído para a construção de novos prédios. O bairro Córrego Grande e a cidade de Florianópolis perderiam o maior parque da área urbana do município. É um pulmão verde em meio a casas e prédios. Um refúgio para diversas espécies de animais silvestres e plantas nativas.

Felizmente, prevaleceu o bom senso. Muitas pessoas se juntaram para fazer o bem e o resultado só poderia ser positivo. A sociedade precisa continuar vigilante, precisa zelar pelo bem público e “gritar” contra a destruição do meio ambiente e agressões à natureza.

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