Um “Pibão” em meio à pandemia

Mesmo com o recrudescimento da pandemia de Covid-19 no começo do ano, o Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, de janeiro a março, cresceu 1,2% em relação ao último trimestre do ano passado.

O resultado surpreendeu positivamente economistas e foi comemorado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Para ele, o resultado mostra que a economia “veio forte”, o que permite a projeção de uma alta do PIB, este ano, na casa dos 5%.

O ministro lembrou que a economia teve uma queda muito forte durante a pandemia em 2020, principalmente, em razão da adoção do lockdown. Já este ano, segundo Guedes, com a ampliação da vacinação, o avanço dos protocolos e o aprendizado de como se proteger durante a pandemia, a economia passou a contar com uma base melhor para manter um bom desempenho. “É possível que estejamos crescendo a taxas bem maiores”, argumentou.

A expansão da economia brasileira no primeiro trimestre veio dos resultados positivos na agropecuária (5,7%), na indústria (0,7%) e nos serviços (0,4%). Entre os três setores, o que deixa mais dúvidas sobre a continuidade do bom desempenho é o de serviços, exatamente o que depende de maior interação pessoal.

Técnicos da Secretaria de Política Econômica (SPE), órgão vinculado ao Ministério da Economia, estão revisando para cima as projeções de crescimento. De acordo com eles, mesmo com o fim dos programas emergenciais em dezembro de 2020, a média que era de 3% passou para 4% nos últimos três meses.

Mas para manter o embalo, a SPE diz que algumas questões inspiram atenção como a recuperação do equilíbrio fiscal e a aprovação de reformas que contribuam para o aumento da produtividade.

E, em tempos de pandemia, medidas bem mais simples, como o uso de máscara e do álcool em gel, o respeito ao distanciamento social e, principalmente, a aceleração da vacinação, podem se transformar no passaporte definitivo para o “Pibão” de 5%.

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