Um sopro de alento e um tufão de desrespeito

O Brasil registrou ontem 1.319 mortes por Covid-19. Os dados se referem às apurações dos governos dos Estados reunidas pelo Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde). Eles também apresentam a soma de 332.752 vidas de brasileiros que foram perdidas em pouco mais de um ano de pandemia.

O número ainda é muito alto, mas traz um alento quando lembramos que vivemos um dos meses de março mais letais, com absurdas 4 mil mortes no Brasil em um dia por causa do coronavírus.

Efeito da vacinação? Efeito das medidas restritivas? Efeito do distanciamento social? Efeito de tratamento alternativos e de reforço da imunidade para quem a vacina ainda não chegou? Efeito de abertura de novos leitos? Ainda é muito cedo para cantar vitória ou especular em torno do tema.

E em Santa Catarina, não foi diferente. Chegamos a registrar mais de 200 mortes em um dia. Ontem, foram 81. Por isso é que flagrantes de festas irregulares no feriadão de Páscoa, com pessoas circulando sem máscara — prática ilegal e que prevê a aplicação de multa de R$ 500 ao infrator, segundo o decreto sanitário vigente no Estado — repercutiram nacionalmente de forma tão negativa mais uma vez. “Não é momento para afrouxar regras”, alerta o epidemiologista e professor da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina), Jefferson Traebert.

Além de o número de infectados e óbitos ainda serem altos, outra importante estatística em época de pandemia, a de leitos hospitalares, aponta mais de 200 pessoas à espera de um leito de UTI no Estado, o que indica que continua alta a demanda no sistema de saúde.

Por isso, mais uma vez, aquele apelo repetido à exaustão da importância de respeitar as medidas sanitárias, como o distanciamento social, o uso da máscara e a higienização das mãos, continua tão forte.

E que aquelas pessoas que desafiam todas as regras de bom senso e empatia com seu egoísmo não sejam as mesmas que amanhã estejam chorando a morte de amigos e parentes porque tinham que cair na balada sem respeito à vida.

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