Uma frente pela vida

A população catarinense está sendo convidada a se envolver na campanha que pede melhorias para as estradas federais que cortam o Estado participando do abaixo-assinado eletrônico SOS Rodovias.

Lançado oficialmente ontem, o documento faz parte de uma das etapas da campanha “SC Não Pode Parar”, uma parceria entre o Grupo ND e a Fiesc (Fede-ração das Indústrias do Estado de Santa Catarina).

Acessando o site sosbrs.com.br ou o direcionando o celular para o QRCode em totens da campanha que serão distribuídos nas rodovias federais ou podem ser encontrados nos veículos do Grupo ND, o cidadão poderá assinar o documento que, mais do que pedir atenção e verbas para a manutenção das estradas, se tornará um apelo coletivo pela vida.

A Fiesc vem trabalhando há anos no levantamento das condições das estradas. E diante da falta de investimentos e sem conclusão de obras em execução, já emitiu o alerta de que as deficiências na infraestrutura logística comprometem o desenvolvimento de Santa Catarina.

Para a Fiesc, investir no Estado que trabalha para se tornar o mais industrializado do país é uma questão de inteligência. A equação aponta que os recursos aplicados dariam rápido retorno na forma de movimentação econômica, oferecendo mais empregos e gerando mais retorno de impostos. Isso só para ficar nos benefícios para a cadeia produtiva.

Porque se formos abordar a questão de segurança no trânsito, a situação ainda é mais grave. Apesar de ser quase impossível dimensionar o valor de uma vida, cada morte decorrente de acidente de trânsito no Brasil custa aos cofres públicos R$ 785 mil, segundo levantamento divulgado há um ano pelo Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas).

O mesmo estudo aponta que os acidentes consomem R$ 50 bilhões por ano. Para um país em desenvolvimento, esse montante, que deixa de ser aplicado em áreas estratégicas, como saúde e educação, faz enorme diferença.

E depois da Fiesc ter o mais completo e detalhado estudo sobre a situação das rodovias e de percorrer o Estado, junto com o Grupo ND, realizando seminários e conversando com lideranças políticas, empresariais e comunitárias sobre o mote da campanha, que está no ar desde julho, é lamentável a constatação de que o Estado não obtém retorno proporcional ao que envia ao governo federal.

É inexplicável que todas as qualidades de Estado empreendedor e autossuficiente, que tem um povo trabalhador e belezas naturais indescritíveis, tenham provocado o efeito contrário, deixando-o preterido.

Se o Estado por algum tempo não precisou de ajuda e deixou que outros menos afortunados recebessem ajuda, hoje a constatação é de que isso tem que mudar. E o convite é para que os cidadão catarinenses se unam nesta frente, porque Santa Catarina não pode parar.

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