Uma liderança indesejada

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou, ontem, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. Segundo o levantamento, nove das 17 capitais pesquisadas apresentaram queda no valor da cesta.

Mas, para infelicidade e preocupação dos catarinenses, Florianópolis, de acordo com o Dieese, andou na contramão e registrou o custo mais elevado do país: R$ 645,38. Além da triste liderança na carestia no mês passado, a cesta pesquisada na Capital também figurou entre as três de maior elevação no período: +1,42%, ficando atrás somente de Curitiba (+1,59%) e de Fortaleza (+ 1,77%).

Em sentido oposto, as capitais que apresentaram maiores reduções foram Goiânia (-2,23%), São Paulo (-1,51%), Belo Horizonte (-1,49%) e Campo Grande (-1,43%). Considerando o primeiro semestre de 2021, dez capitais brasileiras acumularam aumentos no custo da cesta.

Curitiba foi onde houve o maior acúmulo, 14,47%; seguida por Natal, com 9,03%. Também ocorreram aumentos em Florianópolis, Porto Alegre, Vitória, Fortaleza, Belém, João Pessoa, Recife e Aracaju.

Os números do Dieese comprovam que o brasileiro, que vem enfrentando enormes dificuldades econômicas em razão da pandemia do coronavírus, precisou ter muito jogo de cintura para manter sua família alimentada.

Comparando junho de 2020 com igual período deste ano, o preço do conjunto de alimentos básicos subiu em todas as 17 capitais que fazem parte do levantamento. E em elevados percentuais: entre 11,17%, em Recife; e 29,87%, em Brasília.

Com base na cesta mais cara em junho, que foi a de Florianópolis, o Dieese calculou que o salário mínimo para manter dois adultos e duas crianças deveria ser equivalente a R$ 5.421,84, valor que corresponde a 4,93 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

Além de torcer para que São Pedro abra as torneiras para irrigar as fronteiras agrícolas do país, os brasileiros, pelo que vem acontecendo nos últimos dias, com os anúncios dos aumentos da energia elétrica, há alguns dias; e da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, na segunda-feira, vão ter que apertar ainda mais o cinto para fechar o ano com a saúde de suas finanças pessoais em dia.

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