Uma luz pela infância

A operação que mobilizou quase 600 policiais civis de 12 Estados brasileiros, Santa Catarina entre eles, demonstra o quanto ainda é preciso avançar na defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Direitos que os menores de idade têm garantidos na Constituição Federal e no ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), mas que vão além de leis e decretos.

O natural seria que a sociedade acolhesse os mais frágeis e os protegessem de qualquer indignidade. A ação policial deixou claro que não é esse o cenário da realidade no País, onde meninas e meninos têm suas vidas exploradas de forma vil. A operação também deu um recado importante aos criminosos: eles não têm espaço no Brasil de hoje que repudia e não tolera qualquer tipo de ataque a crianças, mulheres e idosos.

Desde 2017, essa força-tarefa é realizada em todo o País e na ação de ontem também aconteceu na Colômbia, nos Estados Unidos, no Paraguai e no Panamá. Coordenada pelo Ministério da Justiça, a operação saiu às ruas para combater pornografia e exploração sexual infantil. Em Santa Catarina, nove pessoas foram presas em flagrante com material de pornografia infantil.

Houve prisões em Florianópolis, Criciúma, Joinville, Lages, Itapiranga, Blumenau e Balneário Camboriú. Além das prisões, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão pela Polícia Civil. O ministro da Justiça, Sérgio Moro, foi taxativo em afirmar que “pedofilia é inaceitável”.

Todos os cidadãos que prezam pela infância e por uma sociedade saudável e harmônica concordam com o ministro. A luz pela infância deve ser acesa em casa, na escola, na rua. Toda a sociedade precisa se unir no combate à violência que destrói vidas ainda em desenvolvimento.

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