Uma vida mais longa

De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados na última quinta-feira, Santa Catarina é o Estado com a maior expectativa de vida no país. Os catarinenses vivem, em média, 79,9 anos, 3,3 anos a mais do que a média dos demais brasileiros.

No Brasil, a expectativa de vida subiu 0,3 – de 76,3 em 2018 para 76,6 anos em 2019. E as mulheres costumam ser mais longevas: 80,1 anos diante 73,1 anos dos homens, diferença que é historicamente explicada pela violência urbana.

O monitoramento da longevidade, ao longo das últimas oito décadas da nossa história, revela curiosidades, como a situação em 1940, por exemplo. Naquele ano, um brasileiro que completasse 50 anos vislumbrava mais 19,1 anos, já que a população vivia, em média, 69,1 anos. Trinta e nove anos depois, essa expectativa aumentou expressivos 11,8 anos.

Esse fenômeno é mundial, com diferenças sobre o pico da longevidade a depender das políticas públicas levadas a cabo pelos governos e que influenciam diretamente na maneira como vivem suas respectivas populações.

A notícia é positiva, claro: os números mostram que a evolução do conhecimento científico e políticas públicas humanistas estão fazendo com que a população mundial viva mais. Mas também significam desafios, como a necessidade de garantia de qualidade de vida à população idosa.

O aumento da expectativa de vida do ser humano traz aos governos, inclusive em Santa Catarina, demandas que não existiam há alguns anos e que exigem, principalmente, investimentos no sistema de saúde e atenção a modelos públicos de previdência que garantam mais qualidade de vida.

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