União de forças

Sem vender ilusões, sem criar falsas expectativas, tendo como principal foco apoiar as cidades e suas populações em cada canto do Brasil. Assim, de uma maneira bem transparente, o prefeito da Capital catarinense, Gean Loureiro, foi anunciado ontem como presidente do Conectar (Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras), órgão suprapartidário criado pela FNP (Frente Nacional dos Prefeitos) para aquisição de vacinas contra a Covid-19.

A iniciativa representa mais um importante passo em direção à ampla imunização da população brasileira. A escolha de Gean também traz um alento para a população catarinense, pois a indicação é um reflexo de seu empenho no combate à pandemia na Capital. O consórcio envolve mais de 2,6 mil municípios brasileiros, com população estimada em 156 milhões de pessoas.

E se concretiza como uma ampla força-tarefa na missão de congregar governos federal e estaduais e administrações municipais para dar prosseguimento à campanha de vacinação.

E é uma boa notícia diante do cenário pandêmico e dos números crescentes de casos de contaminação e de mortes em todo o país, e em especial em Santa Catarina, Estado que vive outro momento delicado, com o afastamento temporário, para investigação, do governador Carlos Moisés da Silva e a posse da vice, Daniela Reinehr.

É inegável que diante do desconhecido houve alguns tropeços do governo federal na busca de vacinas. Mas depois que o Ministério da Saúde tomou frente, os esforços verificados por esta cadeia que envolve todas as esferas administrativas no processo de distribuição e aplicação das vacinas já estão mostrando resultados.

Orgulhosamente, o governo catarinense conseguiu triplicar a velocidade da vacinação na última semana e ontem chegou a mais de 700 mil pessoas que já receberam pelo menos uma dose, o que representa em torno de 10% da população. Além do Conectar, outras frentes de prefeitos seguem também em buscas de formas de agilizar a compra de vacinas.

Ainda ontem, o Tribunal de Contas do Estado, por meio de medida cautelar, condicionou a compra de vacinas Sputnik V por parte das prefeituras do Estado representadas pela Federação Catarinense de Municípios a garantias jurídicas relacionadas à comercialização. Apesar do alerta, classificou como louvável a iniciativa dos executivos municipais em unir esforços para providenciar imunizantes.

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