Vacina, uma arma poderosa

Após 21 semanas sem registros de novos casos de sarampo, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou ontem o fim do surto da doença, que começou em julho de 2019 em Santa Catarina, depois de 19 anos sem registros no país. De acordo com boletim da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), durante o período de surto ativo foram confirmados 411 casos da doença no Estado – 301 em 2019 e 110 em 2020. Não houve mortes.

A informação, que chega em plena pandemia provocada pelo novo coronavírus também contagioso ao extremo e muito mais mortal, é um alento para a saúde pública e para a população, que aguarda ansiosa uma vacina que possa controlar os casos de Covid-19.

Lamentavelmente, em boletim do Ministério da Saúde divulgado em 8 de junho deste ano, Santa Catarina figurava como o quinto Estado com mais casos de sarampo no país, que tinha até então 3.629 casos nas cinco regiões. Neste levantamento, Santa Catarina só perdia para o Pará, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

A única forma de evitar o sarampo é com a vacinação. Por esse motivo, mesmo com o fim do surto da doença no Estado, é muito importante que crianças, jovens e adultos mantenham a carteira de vacinação atualizada. E esta prática deve ser levada a sério, já que o Brasil registrou baixa nos índices de adesão na vacinação de nove importantes doenças, o que facilita o retorno de doenças que se julgava controladas, como é o caso do sarampo.

O Brasil, sempre destacado como exemplo por seus programas de imunização no mundo, não pode perder este posto. E a população precisa ter consciência de seu papel buscando os postos de saúde para se imunizar. Mais do que uma guerra política ou bandeira de parcela ínfima da população que é contra a vacinação como forma de barrar certas doenças, as vacinas ainda são as armas mais poderosas na prevenção de doenças altamente transmissíveis. Lembrando ainda que nos postos de saúde as doses estão disponíveis gratuitamente.

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