Valorizando a Educação

É inegável que em plena pandemia, em meio a tantas notícias negativas e um certo desmonte da educação provocado pelas mudanças na forma de ensinar com a adoção do ensino virtual ou híbrido, é um avanço a iniciativa do governo do Estado em valorizar os profissionais da categoria.

Como bem destacou o colunista Moacir Pereira, em sua coluna no ND no fim de semana, com o projeto em fase de finalização pelas equipes do governo estadual, a valorização do magistério enfim será uma realidade.

Trata-se de um dos maiores contigentes do serviço público estadual, envolvendo aproximadamente 76 mil profissionais na educação, incluindo os da ativa e os inativos.

A PEC (Proposta de Emenda Constitucional), já encaminhada pelo governo à Assembleia Legislativa, estabelece um mínimo remuneratório no valor de R$ 5 mil para professores com formação superior e com jornada de 40 horas semanais.

A medida garantirá ganho salarial para mais de 66% dos professores, sejam ativos, inativos e até mesmo os admitidos em caráter temporário. Hoje, o piso de entrada é de R$ 2.886. Importante que as distorções que eventualmente o projeto crie, uma vez que a melhoria salarial proposta não atinge os professores que estão há mais tempo na atividade e que se capacitaram ao longo dos anos, sejam contornadas.

Além da bem-vinda remuneração, os professores também precisam de estímulo à capacitação profissional, outra situação exposta pela pandemia, quando as deficiências daqueles que não dominam as tecnologias ficaram mais evidentes; além do reconhecimento aos que investem em mestrado e doutorado. A educação exige salários, exige valorização e também sensibilidade para melhorar essa realidade, de modo que a carreira do magistério seja atraente para os profissionais que estão se lançando no mercado.

O aprimoramento dos critérios de avaliação de desempenho na progressão da carreira também é um desafio que deve ser levado em conta. E que além da valorização dos profissionais, o Estado também dê atenção às escolas, muitas delas em situação de abandono. Caso da Escola de Ensino Médio Darci Franke Welk, em Jaraguá do Sul, cuja obra 90% concluída já consumiu R$ 7,8 milhões e, sem estimativa de conclusão, está sendo invadida e depredada.

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