Velhas pontes e antigos problemas

Oito anos e quatro meses depois de o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) ter instaurado um inquérito civil, no dia 25 de janeiro de 2012, para apurar se as pontes Pedro Ivo e Colombo Salles estavam em condições de suportar o tráfego diário de veículos, o descaso na manutenção e na conservação das únicas ligações Ilha-Continente, continua.

O novo laudo técnico divulgado esta semana pela empresa contratada pelo governo do Estado para este tipo de serviço, é alarmante, assim como todos os outros estudos que já foram revelados. É sabido, há mais de oito anos, que as duas pontes precisam ser reformadas com urgência. Os riscos são reais.
Durante todo esse período, o próprio MPSC fez diversos alertas.

O ND produziu inúmeras reportagens sobre a situação precária das pontes, com relatos de engenheiros e com fotos que mostravam as ferragens expostas nos pilares de sustentação. Em 2018, um engenheiro ouvido pelo ND afirmou que a falta de manutenção encurtou a vida útil das duas pontes. E nada foi feito, até fevereiro de 2019, quando começou uma obra de manutenção.

Espera-se que não seja mais uma de tantas intervenções públicas que se arrastam por anos ou nem chegam a ser concluídas. Ninguém mais quer ver o dinheiro público mal empregado em obras duvidosas ou nas mãos de empreiteiras.

A Colombo Salles foi construída em 1975 e a Pedro Ivo em 1991. Nunca receberam uma reforma completa. Ambas as pontes foram edificadas para um fluxo de 40 mil veículos por dia. Hoje, mais de 180 mil veículos passam diariamente pelas estruturas.

Não há desculpa para que milhares de pessoas corram riscos diários. Nem faltam recursos e pessoal. É obrigação do governo do Estado. A população tem o direito de saber a extensão do problema, se há riscos e como está a manutenção das pontes.

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