Vida para o leste do Centro

Levar empresas da nova economia, também chamada de economia criativa para a parte leste do Centro Histórico da Capital deve garantir novo fôlego para a região, que também já foi declarada como de interesse cultural. Com a movimentação constante de trabalhadores, prestadores de serviços e clientes tanto dessas empresas quando dos bares e restaurantes, há menos risco de a área ficar deserta e aos poucos ser abandonada pelo restante da população. Foi o que aconteceu em áreas centrais de cidades importantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, por exemplo, onde o abandono permitiu a presença mais frequente de moradores de rua, desvalorizou imóveis e favoreceu tanto o vandalismo quanto o aumento da criminalidade.

Os últimos dois encontros realizados para discutir a questão mostram que o poder público e a sociedade estão preocupados com essa possibilidade e plenamente envolvidos na construção das alternativas até agora colocadas: a cultura e economia criativa. As atividades podem ser consideradas ideais, também, porque podem garantir a preservação do contexto histórico e arquitetônico da região: não exigem grandes alterações ou a construção de grandes galpões ou estruturas como as empresas tradicionais.

A escolha da economia criativa também casa com o momento do setor de tecnologia, que permanece em expansão na Capital, mesmo com a crise enfrentada pelo pelos demais setores produtivos do País desde 2014. A expectativa é de que o maior número de empreendimentos a ocupar espaços na região seja mesmo da área de tecnologia. Para instalação devem ser oferecidos incentivos fiscais e até menos pequenas obras de infraestrutura urbana, ainda em estudo.

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