Vidas mais seguras com eventos seguros

Um dos assuntos mais polêmicos da semana em Santa Catarina foi a publicação por parte do governo do Estado, na terça-feira, de portaria determinando que grandes eventos – com mais de 500 pessoas -, mesmo ao ar livre, devem adotar todos os protocolos de evento seguro.

A decisão tomou muitos de surpresa, já que havia uma flexibilidade adotada na semana anterior, que até mesmo permitiu que a Ressacada recebesse um público em torno de 17 mil pessoas para o jogo do Avaí e Sampaio Corrêa, no domingo passado.

Durante o jogo, a Ressacada recebeu fiscais da Vigilância Sanitária da Capital fiscalizando a cobrança do passaporte da vacina. Pela avaliação do órgão, o espaço cumpriu corretamente a exigência do passaporte e algumas pessoas até foram barradas por não possuírem a comprovação do calendário vacinal completo.

Obviamente, tantas exigências preocupam os empreendedores e profissionais que trabalham com eventos. A categoria – que foi a mais prejudicada com as restrições sanitárias impostas pela pandemia de Covid-19 e agora que está conseguindo fôlego para recuperar-se do período de penúria – teme um retrocesso.

O temor é bem justificável, pois a proximidade de um fim de ano de boas festas, com índices de vacinação bem positivos e se aproximando dos 100% em muitas faixas, traz uma positividade bem diferente do Natal e do Réveillon passado, quando o mundo ainda discutia se teríamos vacinas ou não.

Mas o inimigo da vez agora tem um novo nome – Ômicron – o sobrenome continua o mesmo, coronavírus. E a extensão e as consequências da variante ainda não são totalmente conhecidas. Por isso, o Estado tomou a decisão com base em recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde). São quase dois anos de aprendizado, de perdas e conquistas.

E embora seja compreensível do ponto de vista econômico que é necessário fazer a indústria do turismo e do lazer girar, é fundamental estimular medidas de prevenção para evitar impactos na saúde pública e na economia, como os já ocorridos.

É sabido que estamos a poucas batalhas de ganhar a guerra que somente em território catarinense ceifou 20 mil vidas, deixando milhares de sobreviventes órfãos ou com sequelas da doença, mas é extremamente importante que as pessoas participem, se vacinem com as duas doses, tomem o reforço da terceira quando estiverem aptos para tal e evitem aglomerações, mantendo os cuidados que já estão em prática nestes quase dois anos de pandemia.

Não vamos deixar de circular, de confraternizar, de apreciar os eventos, as luzes natalinas, fa-zer compras, mas vamos continuar nos cuidando.

+

Editoriais