Vítimas da violência

Santa Catarina fechou o ano de 2019 com um número preocupante: 59 mulheres morreram vítimas de feminicídio, conforme a Secretaria de Estado da Segurança Pública. São 40,5% casos a mais que em 2018, quando foram registrados 42 feminicídios. A maioria dos agressores tem relação afetiva com as vítimas — são namorados, maridos, companheiros. Dentro ou fora de casa, os homens ainda se sentem proprietários das mulheres, resultado do machismo entranhado na cultura do país.

A delegada Patrícia Zimmermann, responsável pelas Delegacias da Mulher de Santa Catarina, lamentou o aumento no número de casos no Estado. “É um crime muito grave, uma das maiores violações de direitos humanos. Demonstra como a sociedade ainda vê e trata as mulheres”, disse.

Conforme a delegada, o maior número de casos de feminicídios é registrado por homens que alegam “ciúmes” da companheira ou ex-companheira. Na verdade são criminosos disfarçados de companheiros, pois nada justifica uma agressão. Para 2020, a Polícia Civil vai priorizar os grupos de prevenção. São programas que reúnem, em grupos, mulheres, adolescentes e até mesmo homens.

Outro aliado das mulheres é o dispositivo conhecido como botão do pânico. Quando acionado, em virtude de perigo iminente de agressão, o equipamento emite um alerta à polícia para que a vítima seja socorrida. São ações eficientes como essa que podem reverter esse quadro alarmante em Santa Catarina e acabar com a violência não só contra as mulheres, mas contra todos os cidadãos que, há muito, clamam por um país pacificado.

+

Editoriais

Editorial

O Grupo ND e a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina) deram a largada na sexta-feira (23 ...

Editorial

O Brasil está virando um país de golpistas e fraudadores. Durante a pandemia, o número de golpes e f ...