Volta às aulas segura

“Essa é uma realidade totalmente diferente para todos e a melhor solução é sempre buscar o diálogo e tomar os cuidados necessários.”

À exceção do Carnaval, a volta às aulas sempre domina a pauta no mês de fevereiro. E neste 2021 não é diferente, embora o retorno em si seja diferente, o início do ano letivo em um cenário ainda muito distante do habitual vem cercado de ansiedade e dúvidas.

Com as aulas presenciais suspensas praticamente ao longo de todo o ano de 2020, tanto as escolas como instituições, como professores, alunos, famílias e demais profissionais que fazem parte da rede educacional precisaram se reinventar e se adaptar ao ensino à distância.

Com a distribuição de vacinas em todo o território nacional, ainda que para grupos muito específicos, a ideia de que tudo voltaria ao normal em um piscar de olhos não deve se concretizar tão cedo.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra mais de 8,3 milhões de casos de Covid-19, doença que já matou mais de 231 mil brasileiros em cerca de 10 meses, provocando um dos maiores colapsos na Saúde das últimas décadas.

As dúvidas sobre mandar crianças e adolescentes para a escola ainda são imensas, tanto que cada município ou instituição está se desdobrando para oferecer a melhor fórmula. Um esforço concentrado, onde os professores têm que se desdobrar em pelo menos três planos de aula – para a turma presencial, para a turma que vai ficar em casa e para a turma hídrida.

Porém, é importante as famílias entenderem que a volta às aulas não depende de sua vontade, da vontade da criança ou de seu ponto de vista sobre a pandemia. Ir à aula presencial não é necessariamente uma decisão facultativa de escolas ou pais.

É uma decisão que deve ser pautada na prevenção da disseminação da Covid-19, onde a população deve seguir a recomendação das autoridades de saúde. Para que ocorra a volta presencial é necessário que o município ao qual a escola está vinculada tenha cumprido o plano de contingenciamento de cada Estado. Por enquanto, a diretriz do MEC diz que não há obrigatoriedade até o fim da pandemia.

É importante também que os responsáveis pelos alunos verifiquem se a escola está adotando os protocolos sanitários e que os alunos sejam conscientizados que é necessário tomar os cuidados exaustivamente divulgados, aplicando certo distanciamento e nunca deixando de lado o uso de máscara e de álcool em gel.

E entender que essa é uma realidade totalmente diferente para todos e que a melhor solução é sempre buscar o diálogo e tomar os cuidados necessários para que a educação seja valorizada como ferramenta de mudança de uma sociedade.

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