Voto seguro e consciente

O clima anti-eleição forçosamente criado pela pandemia de Covid-19 não pode tirar de cena o principal personagem da “festa da democracia”, que é o eleitor.

Neste momento em que cresce o número de casos, que a Grande Florianópolis é o epicentro da doença em Santa Catarina, o cidadão mais uma vez redobra os cuidados para evitar o contágio e se vê preocupado com a obrigação de se deslocar até o local de votação no próximo domingo. Os eleitores estão mais preocupados em manter a saúde e seus empregos do que ouvir discursos de candidatos.

Para evitar índices de ausência dos eleitores muito acima da média – em Santa Catarina, nas eleições municipais de 2016 foi de 13% -, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) adotou um protocolo de segurança sanitária com o auxílio de consultoria formada pela Fiocruz e pelos hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein. Este ano, não haverá a identificação biométrica dos eleitores.

Serão feitas marcações nas seções eleitorais para garantir o distanciamento social, e o fluxo de votação foi adaptado para que o eleitor passe pela mesa receptora de votos apenas uma vez. Todas essas medidas são importantes, mas também será fundamental que os eleitores sigam os protocolos e tenham consciência e bom senso para o cumprimento da obrigação eleitoral. A tese do diretor-geral do TRE-SC (Tribunal Regional Eleitoral), Daniel Sell, é de que a pessoa que vai ao supermercado pode ir votar no dia 15. Simples assim.

O eleitor não pode usar a pandemia como um pretexto para não exercer o seu direito de cidadão por meio do voto, por mais decepcionado que esteja com a classe política nos últimos anos. Só quem tem restrição, óbvio, não deve mesmo comparecer aos locais de votação. Mas com máscara, distanciamento, álcool gel e muita tranquilidade, o cidadão poderá escolher quem vai representá-lo na prefeitura e na Câmara de Vereadores.

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