Xô, farra do boi!

Mais uma vez, Santa Catarina não passou incólume à farra do boi durante as celebrações do feriado da Páscoa. Na noite de quinta-feira, por exemplo, a PM recebeu uma denúncia e resgatou um animal no município de Porto Belo, próximo à baía do Caixa d’ Aço, e foi recebida com hostilidade pelos praticantes da atividade.

Ninguém foi preso durante a operação policial para reprimir a prática, declarada ilegal pelo STF (Supremo Tribunal Federal) há duas décadas depois de uma campanha ostensiva liderada por ONGs protetoras dos animais e que ganhou repercussão nacional e internacional.

Mesmo com a proibição, a prática, infelizmente, ainda não foi completamente debelada no território catarinense. Apesar da gradativa redução dos casos ao longo dos últimos anos, há ainda uma parcela que insiste em desafiar a lei e as autoridades, em nome de uma suposta tradição cultural.

Essa discussão, no entanto, já está vencida. É fundamental que o braço repressivo do Estado continue agindo para coibir a farra do boi, que é uma atividade considerada criminosa. Mas não basta que as informações que chegam aos órgãos públicos sejam tratadas com o rigor necessário.

Além da punição rigorosa dos infratores à lei federal de crimes ambientais, que tem uma dimensão didática que não pode ser menosprezada, o caminho é reforçar a conscientização da população – especialmente das crianças e adolescentes – sobre os maus tratos em relação aos animais. Trazida pelos imigrantes açorianos entre 1748 e 1756, e disseminada pelo litoral de SC, a prática cruel e degradante não pode mais ser tolerada.

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