Da PORCELANA às telas

Pintora inova na arte sobre porcelana e leva seu trabalho a exposições pelo mundo

Fotos Rogério Souza Jr/ND

Moldura. Esther Batista entre suas telas com rostos

A delicadeza da pintura em porcelana, com suas tradicionais flores e paisagens, sempre foram o carro-chefe da obra da pintora Esther Batista. Mas há cerca de 12 anos ela foi além. Buscou novos temas, novas inspirações e inovou. Pássaros, rostos e mandalas tomaram forma em sua obra, que ganhou um traço mais moderno, muitas vezes próximo ao grafismo. “Busquei uma linguagem nova dentro da porcelana, ainda que fosse figurativa”, resume ela, que pinta há mais de 40 anos – profissionalmente já são 35 anos – e, além das técnicas clássicas em porcelana, trabalha em óleo sobre tela, aquarelas e desenhos em grafite. Hoje, sua obra é reconhecida com premiações em exposições no Brasil e exterior, como o primeiro lugar – Flores na Expointernacional de Marseille, na França; o primeiro lugar – Prêmio Profissional – por dois anos consecutivos na Expointernacional de Bogotá, na Colômbia, ou a distinção Hours concur pela peça “Gavião do Cerrado”, no Salão Internacional de Rambouillet, Paris, em 1996, onde foi jurada.
Os primeiros passos nesta arte ocorreram quase por acaso, quando tinha 15 anos. Suíça, Esther mora no Brasil desde menina e sempre gostou de desenhar. Sabendo isto, uma tia daquele país enviou de presente o material para a pintura em porcelana. E a adolescente foi ter aulas de pintura sem imaginar que isto pautaria a sua vida nas próximas décadas. “Criei gosto e fui desenvolvendo”, explica ela, que em 1977, aos 30 anos, abriu um ateliê em Curitiba e passou a pintar profissionalmente. Nesta época também dava aulas e vendia material para pintura.

 

O artista tem fases porque o próprio ser humano passa por fases. A pintura é uma expressão do interior.”

 

Dois momentos.

Gavião do Cerrado, pintura premiada em paris; ao lado, grafismos e porcelanas

 

Coletivas no exterior
Na década de 1980, a carreira de Esther ganhou novos rumos, com a participação em exposições coletivas no exterior. A primeira foi nos Estados Unidos. Depois seu trabalho foi mostrado em países como Argentina, Venezuela, México, Itália, França, Bélgica, Suíça, Portugal, Egito, entre muitos outros. Hábil no desenho, Ester ampliou as atividades com uma editora, que publicava seus modelos para pintura em porcelana – um mercado ainda pouco explorado no País. “Sempre procurei criar meus próprios modelos e vi que tinha oportunidade”, explica. Com isto, levou seus desenhos a milhares de estudantes de porcelana no País e até no exterior.
Para ela, a inspiração para criar vem de dentro de si. “É interior. É o que você sente. O artista tem fases porque o próprio ser humano passa por fases. A pintura é uma expressão do interior”, resume.  Hoje, a frente do Atelier Editora Esther Batista, em Joinville, a pintora já não dá mais aulas – sua equipe se encarrega disso. Mas continua a pintar, buscar novas linguagens e a participar de exposições. Este ano já esteve na exposição de Lyon, na França. E as próximas já estão marcadas: Serão em 2013, na França e na Suíça.

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