Mundo Maria

Entretenimento, lifestyle, arte e tudo que move o mundo dos influenciadores nas redes sociais.


Marina Costa: arte visual, feminina e singular

Conheci a artista e a entrevistei. De cara, me apaixonei pelos quadros dela e por sua simplicidade; confira a história e a arte dela aqui

A matéria de hoje é sobre arte e foi escrita durante uma entrevista entre tintas, pincéis e telas com a artista Marina Costa. Primeiro vou contar a vocês sobre essa artista que passou por diversas áreas até chegar na sua grande paixão que é pintar.

Arte visual, essa é a nossa convidada para nos contar tudo sobre o assunto.Marina Cardoso, a entrevistada que vai contar sua trajetória no mundo da arte- Reprodução- Acervo Marina Costa/ND

Marina começou a sua formação na Publicidade, depois trocou e foi para Administração, e resolveu trocar de novo e ir para Medicina, tendo que se mudar para o interior de São Paulo.

Nesse ínterim, ela adoeceu e teve sua primeira crise de transtorno bipolar, voltando para sua casa em Criciúma. Depois disso, foram diversas internações em Porto Alegre e Florianópolis, exames, terapias intensas e anos de tratamento.

Marina, como a arte entrou na sua vida?

Em uma de suas internações no ano de 2016, ela descobriu a arte. Não querendo dizer que a doença tenha um lado positivo, mas foi o que desencadeou o viés amoroso da arte na vida de Marina. Na clínica em que ela estava começou a ter aulas com um artista argentino e foi incentivada pelas pessoas. Assim, a arte tornou-se uma terapia para ela.

“As vezes as pessoas acham o trabalho massante, chato e reclamam, mas eu preciso da arte. Quando estou fazendo um quadro, meus pensamentos ficam mais organizados, descarrego minhas emoções e me sinto muito mais aliviada e tranquila. Então, vi na arte além da paixão uma forma de tratamento.”

A arte de Marina sempre ligada com a moda. Tela pintada por Marina Costa da série Bonecas- Reprodução: Acervo Marina Costa/ND

Após alguns anos, desenhando e fazendo exposições, Marina foi a São Paulo, na Galeria Luis Maluf e conheceu o artista Francisco Rosa, que veio a ser seu professor e curador. Foi um período de muito crescimento e descobertas, e a parceria deles permanece até hoje.

“Minha arte sempre teve uma ligação direta com a moda, desenho principalmente bonecas com o perfil mais fashion, olhos, bocas e rostos marcantes. Além disso, ampliei meus olhares e passei também a fazer quadros abstratos com muitas cores e emoções perceptíveis ao olhar. Jogo as tintas na tela, faço pinceladas fortes, misturo os tons, uso água e me realizo no meu mundo.”

Em média, quantos quadros você já pintou?

“Perdi as contas de quantos quadros fiz entre grandes, médios e pequenos, pois desde 2016 venho criando continuamente. Além dos quadros foram também inúmeras esculturas de cerâmica com o mesmo perfil. Com relação à cerâmica, quem me inseriu neste meio foi a artista criciumense Zaira de Lucca, com a qual fiz aulas em seu atelier durante alguns anos.”

Você fez algum curso ou foi tudo na prática?

“Em janeiro de 2017, ingressei na faculdade de Belas Artes em São Paulo, porém por problemas de saúde não consegui dar continuidade. O fato de morar em São Paulo sozinha e no meio da crise que eu estava vivendo naquele momento me fez interromper a graduação.”

Soube que você já morou fora, conte como isso te influenciou

“Morei na Austrália em 2003 onde passei 6 meses de muito aprendizado, novas amizades, viagens e vivências. Depois fiquei um tempo em San Diego – Califórnia, onde fui com minha irmã fazer um curso de um mês. Passei um período curto em Paris onde conheci uma série de museus e obras de grandes nomes desde o underground, arte contemporânea, arte moderna, expressionista, impressionista, entre outras.”

Como você define sua arte?

“Faço obras abstratas, já passei pela arte contemporânea e pop art, mas meu forte são as bonecas expressionistas, marcadas de pinceladas coloridas e emoções. O expressionismo vem de expressar, você expressa os seus sentimentos na tela através de riscos, pinceladas e cores valorizando a expressão emocional do ser humano, como Edvard Munch, Chagall e Egon Schiele.”

A arte de Marina sempre ligada com a moda. Da série Bonecas- Reprodução- Acervo Marina Costa/ND

Onde você cria e pinta? Tem um atelier próprio?

“Comecei pintando em Florianópolis onde tive meu primeiro atelier. Agora estou morando novamente em Criciúma com meus pais e tenho meu atelier em minha casa. Além de pintar no meu atelier já fiz obras em locais públicos, restaurantes e feiras de exposição. Gosto de pintar ao ar livre também, como em lugares com vistas, muito verde, inspiradores e tranquilos que colaborem na conexão com a arte e comigo mesma.”

E sobre exposições, já realizou alguma?

“Minha primeira exposição foi em Criciúma, minha cidade natal, em uma loja de molduras chamada Cores e Molduras, onde eu expus pela primeira vez as minhas bonecas, telas e aquarelas. Foi uma exposição que marcou pois eu estava muito assustada e apreensiva”, conta.

“Além disso representou um pontapé inicial. Havia muitos amigos, conhecidos e pessoas da cidade. Depois disso, foram inúmeras exposições e feiras. As obras passaram por outras cidades como Florianópolis onde fiz a Présence, uma exposição muito especial e marcante na qual eu questionei a presença do ser humano nos momentos vividos. O fato de estar 100% no momento agora e a conexão das pessoas para com as pessoas”.

“Foram expostas obras contemporâneas como a “Instaglam”, a Torre Eiffel e o tempo. Obras conceituais feitas com ferro, vidro, luz e madeira. Além disso, teve também  a série “selfie”, diversas esculturas de cerâmica e em madeira, de rostos de bonecas coloridas. Entre esculturas e telas expressionistas, a exposição foi um sucesso, no espaço Cooltowork. Entre outras cidades, estão São Joaquim na Vinícola Vila Francioni e São Paulo na galeria ArtLab e feira ExpoSP onde exponho e tenho obras à venda até hoje.”

A arte de Marina sempre ligada com a moda. Mais uma boneca pintada em tela por Marina Costa-Reprodução: Acervo Marina Costa/ND

Por fim, ela me contou que essa conexão com a arte surgiu em um momento em que ela estava querendo se encontrar, passando por uma época difícil, e que hoje se tornou um sonho realizado. É o que a faz crescer a cada dia e se descobrir e evoluir mais como artista e pessoa.

Através da arte, ela começou a ver a doença dela não como uma limitação e sim como um inventivo para ir em busca dos seus desejos e sonhos, sem ficar ligando para a opinião alheia, pois sabe que quem a ama vai incentivar, vibrar e torcer por ela. Afinal, o que temos de diferente é o que nos torna mais especiais!

Participe do grupo e receba as principais notícias
da Grande Florianópolis na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
Loading...