Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


A eleitoreira e escandalosa CPI da pandemia

Senadores investigados, denunciados e réus integram a Comissão

Quando Santa Catarina e  o Brasil retornarem à vida normal, após esta calamidade da Covid-19, não faltarão retrospectivas para avaliar os que se arriscaram para protegerem vidas humanas. E, também,  aqueles que torpedearam ações de combate ao coronavirus, abrindo gigantescas dissidências e conflitos políticos desastrosos.

Já no início, a receita suicida do ministro Henrique Mandetta, repetindo o “Fique em casa”.  Isole-se e só procure hospital para ser intubado.

Vieram depois ministros do STF cassando os poderes da Presidência da República no constitucional comando nacional dos planos de imunização e de projetos de combate a doenças contagiosas.

As consequências estão aí testemunhadas por todos.  Governadores e prefeitos, em campanha eleitoral, implantaram verdadeiro estado de sítio. O lockdown que decretaram – está comprovado – não reduziu o contágio, muito menos o número de internados e de mortos. E, produziu uma quebradeira geral de micro e pequenas empresas, causando dor e sofrimento aos milhões de desempregados.

Agora, para agravar o confuso e calamitoso cenário, o Senado instala hoje a CPI da pandemia, outra vez com intervenção descabida e autoritária do Supremo. Chega com uma composição imoral, com vários de seus membros denunciados, réus ou investigados por corrupção.

E, na véspera de ser instalada, com mais uma pérola do PT. O senador Humberto Costa anunciou: quer investigar o presidente do Conselho Federal de Medicina, por ter assegurado autonomia aos médicos para prescreverem tratamento imediato. Direito que vem desde Hipócrates.

Como destacou o editorial do grupo ND: esperava-se união dos senadores e de todos os parlamentares e políticos para combater o inimigo

comum.

O título do editorial diz tudo: “A CPI do deboche”.

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