Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Aéreas dão calote de R$ 1,5 bilhão no repasse da taxa de embarque

Infraero perdoou dívidas na canetada, a pedido das companhias que alegaram prejuízos na pandemia

Empresas aéreas deixaram de repassar à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) mais de R$ 1,5 bilhão em taxa arrecadada de passageiros nos terminais administrados pela estatal. O valor consta em resposta da empresa ao Requerimento de Informação (2012/21) protocolado na Câmara pelo deputado Filipe Barros (PL-PR). O documento, ao qual a Coluna teve acesso, detalha ano a ano o montante do calote das companhias.

Escalada

Em 2013, os valores perdoados superaram R$ 13 milhões; 2014, R$ 558 milhões; 2015, R$ 473 milhões e, em 2016, R$ 482 milhões.

Estarrecedor

“É de estarrecer. As empresas cobram do passageiro e não repassam aos administradores de aeroportos. E são perdoadas”, critica o deputado Filipe Barros.

Fenômeno

Fenômeno nas redes sociais, o deputado e pré-candidato presidencial André Janones (Avante) tem sido assediado por emissários petistas e bolsonaristas. Por ora, sem chances de aderir a um lado ou outro, já avisou o parlamentar: “Sou do lado do povo”.

Arroubos

Auxiliares e coordenadores da pré-campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) veem com preocupação os arroubos do mandatário nos últimos dias. Três problemas têm tirado o ex-capitão do sério: a inflação, a Petrobras e as urnas – temas recorrentes em seus discursos inflamados.

Palavrões

Em recente evento com empresários em São Paulo, Bolsonaro não escondeu a irritação e abusou de palavrões no discurso improvisado. Ele ignorou o texto escrito pela assessoria. Na tentativa de acalmá-lo, os próximos lembram a Bolsonaro que ele está se recuperando nas pesquisas e os índices de rejeição do Governo têm caído. A conferir se os conselhos dos “psicólogos” do Planalto surtirão efeito.

Arestas

Apesar dos avanços na aliança em Minas Gerais, PT e PSD ainda têm arestas a aparar. O partido do ex-presidente Lula sinaliza a indicação do deputado Reginaldo Lopes – que abriu mão da candidatura ao Senado – para vice na chapa de Alexandre Kalil. Setores do PSD mineiro, no entanto, resistem ao nome do petista e pedem outras indicações.

Professor Moro

Fora do páreo para a disputa à presidência da República, o ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro foi contratado pela desconhecida empresa ESG ACADEMY para dar aulas virtuais sobre corrupção. A primeira foi ontem e teve pouco mais de 100 visualizações.

Bula 

A sanção do projeto que cria a bula digital e muda o sistema de rastrear os medicamentos não é só uma derrota da Anvisa. Nos bastidores, o setor enxergou a digital da própria diretoria da Sindusfarma em tentar derrubar a proposta aprovada pelo Congresso. A pressão foi grande, mas ao final quem comemora é o contribuinte já que o rastreamento implicaria em um aumento de 40% no valor dos medicamentos.

Alta tensão

O projeto (PLP 275/19), já aprovado no Senado e em tramitação na Câmara, prevê que o presidente da República poderá declarar de “relevante interesse público da União” a passagem de linhas de transmissão de energia elétrica por terras indígenas. O texto diz que a autorização poderá ser feita por decreto, “sempre que não houver alternativa econômica, financeira ou socioambiental menos custosa”.

Inflação

O indicador Ipea por Faixa de Renda de abril registrou taxas de inflação variando entre 1,00% para as famílias pertencentes aos estratos de renda mais alta e 1,06% no segmento de renda mais baixa. Para os mais pobres o que pesa mesmo é preço dos alimentos. Para os mais ricos, os aumentos do grupo “transportes” foram os que tiveram maior impacto.

Seguros

Dados da MAG Seguros, companhia de 187 anos especializada em seguro de vida e previdência, mostra que houve um aumento na contratação de seguros em 2020 e 2021 por parte de pessoas entre 55 e 65 anos. O levantamento da companhia apontou crescimento de 12% de clientes nesta faixa etária.

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