Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Aeroporto: embuste prejudica o estado de Santa Catarina

Ausência da segunda pista de Navegantes é tiro mortal na economia do Vale do Itajaí e de Santa Catarina

Marcado para amanhã o leilão de concessões de 22 aeroportos, incluindo os terminais de Navegantes e Joinville. E, pelos indicativos, o Estado será mais uma vez prejudicado pelo governo federal.

Aeroporto de Navegantes – Foto: Arquivo/NDTVAeroporto de Navegantes – Foto: Arquivo/NDTV

A mobilização da bancada federal e das federações empresariais, pela inclusão da segunda pista do aeroporto de Navegantes, não teve sucesso.  E não deverá haver mudanças no edital até amanhã, por todos os indicativos, salvo alguma medida judicial, que já está sendo articulada, para proteção dos interesses da economia e do povo catarinense.

Pela que se viu ontem na reunião da Comissão de Infraestrutura, a Secretaria Nacional de Aviação Civil e a Anac não atenderão aos apelos veementes da sociedade catarinense.

A segunda pista é fundamental para o turismo e o transporte de cargas de produtos catarinenses ou para empresas aqui sediadas. Além disso,  66% da área prevista para a nova pista já foram adquiridos com dinheiro público.  A pista está prevista no Plano Diretor de Navegantes.

E por que o Ministério da Infraestrutura não incluiu a segunda pista de Navegantes? Em hipótese, porque priorizou o pedido do governador Ratinho Junior na construção da terceira pista do aeroporto de Bacacheri, também incluído no mesmo leilão.

Durante a reunião do Senado, Dalirio Beber revelou que 96% dos produtos são exportados hoje pelos aeroportos do Paraná e de São Paulo.

O relator do processo, senador Esperidião Amin definiu o ardil do edital com uma palavra alemã: “Rauben”. Traduzindo: “Roubar”.

Brasília não paga o que deve e ainda nos rouba o que temos.

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