Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Amigos tentam emplacar Câmara com Lula, mas petista quer empresário na chapa

Ex-presidente já é forte eleitoralmente no Nordeste e especialmente em Pernambuco

Socialistas que desejam ver Paulo Câmara vice de Lula da Silva espalham que o petista quer o governador na chapa presidencial de 2022. Balela, segundo grãos-petistas.

Lula já é forte eleitoralmente no Nordeste e especialmente em Pernambuco. Mas obviamente não descarta o PSB e quer o partido como principal aliado.

O PT e o PSB têm uma soma considerável de eleitores nos seis Estados administrados pelas legendas. São Bahia, Ceará, Piauí, Pernambuco e Paraíba, no Nordeste; e Espírito Santo, no Sudeste. Podem, unidos, fazer frente forte aos votos do presidente Jair Bolsonaro nestes redutos.

Na articulação, Lula vai afagar o partido aliado de modo que não precise ceder a vice, que pretende entregar a outro grande partido de centro-esquerda.

Lula já “tem” o voto nordestino e sonha com um empresário do eixo Rio-São Paulo que traga o amplo apoio da nata do PIB nacional. Seria um outro “José Alencar”. Ele já citou recentemente numa entrevista a empresária Luiza Trajano, dona da Magazine Luíza, que ajudou a então presidente Dilma Rousseff a se aproximar de grandes empresários no Conselhão do Palácio. Mas disse que acha difícil ela aceitar.

O PT quer puxar o PSB para evitar que o partido lance Câmara à Presidência, porque sabe que o presidenciável desde 2002 Ciro Gomes será lançado pelo PDT. Ciro é potencial aliado num eventual 2º turno, apesar as rusgas atuais com o PT e o petista.

Enquanto articula já uma coalizão discreto, Lula não descarta lançar ano que vem uma nova Carta ao Povo Brasileiro, como fez em 2002, na campanha eleitoral, comprometendo-se com o setor produtivo e bancário.

Em tempo, há outro ânimo na agenda do petista. Anulado o processo de Lula da Silva no STF,  além de deixá-lo elegível, a maioria dos crimes aos quais foi imputado vão prescrever por ter mais de 70 anos. É a Constituição Brasileira.

Manda -chuva

Tem as duas mãos e os 10 dedos do senador Renan Calheiros a CPI do Covid que vai mirar, entre outros, o presidente Jair Bolsonaro. Muita gente dentro do Senado ainda deve favores ao parlamentar de quando foi presidente da Casa, bem articulado e de trânsito suprapartidário.

‘A técnica’

De repente o TCU, onde a maioria dos ministros do tribunal administrativo foi apadrinhada pelo PT, PSB, MDB, inocenta Dilma Rousseff na compra super-super-super faturada da refinaria de Pasadena (EUA). Então chefe da Casa Civil, Dilma era presidente do Conselho da Petrobras e deu o aval para o negócio.

Linha-direta

Em que pese pertencer ao PSB, oposição a Bolsonaro, o prefeito de Maceió JHC mantém linha-direta com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Na quinta-feira, JHC agradeceu Queiroga, numa rede social, pela remessa de novas doses da vacina contra a Covid-19 para Alagoas. Maceió responde por 4 doses em cada 10 aplicadas no Estado.

Só de ida

Grandes empresários norte-americanos que moram no Brasil como CEOs de multinacionais não titubearam. Voaram para os EUA para serem vacinados. E lá ficaram.

Perdão de tributos

O presidente Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, receberam o presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa Jorginho Melo, para debater a situação do setor. O Governo criou grupo de trabalho para avaliar a anulação de tributos para os pequenos. Os empresários querem cinco a seis meses de perdão.

Zé Esplanador

Zé, o nosso fiel leitor – seu lema é “Perguntar não Ofende, Cobrar é de Direito” – quer lembrar à high society de BH que está na hora de tomarem a segunda dose do soro fisiológico contra o Covid-19, na garagem dos ônibus coletivos.

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