Após divulgar informações falsas, Bolsonaro tem conteúdo bloqueado no Instagram

Esta não é a primeira vez que os conteúdos do presidente são marcados, nas redes sociais, como selo de "informação falsa"

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teve conteúdo no Instagram bloqueado, nesta quinta-feira (28), por veicular informações falsas. Isso porque um vídeo, publicado pelo chefe do Executivo na segunda-feira (28), distorcia informações do jornal El País,  na Espanha e no Brasil, além de comparar publicações distintas.

Presidente já havia sido bloqueado em outras ocasiõesPresidente já havia sido bloqueado em outras ocasiões – Foto: Instagram/Reprodução/ND

O bloqueio ocorreu após a Agência Lupa, especializada em checagem de fatos, revelar que, além de a pessoa traduzir erroneamente o conteúdo em espanhol, para dar outro entendimento sobre o conteúdo, o vídeo compartilhado por Bolsonaro é de 2019.

“Bolsonaro nem sequer participou do Fórum Econômico Mundial em 2021. Por causa da pandemia, neste ano, o evento foi realizado online”, afirmou a Lupa.

Após receber a checagem, o Instagram colocou um alerta sobre a publicação, para informar de que se trata de “informação falsa”.Esta não é a primeira vez que o Instagram bloqueia conteúdos publicados por Bolsonaro. Em 2020, o presidente compartilhou informações falsas sobre o número de mortes por Covid-19 no Ceará.

A imagem iniciava com a mensagem: “Toda vida importa! Entretanto há algo muito ‘estranho’ no ar!”. Em seguida, apontava que o número de mortos por doenças respiratórias no Ceará caiu de 6.377 em 2019, sem a Covid-19, para 6.296 em 2020, com a doença, entre 16 de março a 10 de maio. “Por que em 2019 não teve o mesmo alarde?”, questionava o post.

Outras redes já bloquearam conteúdos falsos divulgados pelo presidente. Em março, houve dois vídeo apagados de sua conta no Twitter. Os vídeos mostravam um passeio do presidente por Brasília, durante o lockdown, em que ele defendia o uso da hidroxicloroquina para populares e falava que o País só ficará imune depois que 60% a 70% dos cidadãos forem infectados.

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