Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Após dois anos da tragédia de Brumadinho, 51 barragens encontram-se em ‘alto risco’

Em Minas Gerais, 42 barragens estão em estado de alerta

Dois anos depois da tragédia de Brumadinho, que provocou a morte de 270 pessoas e devastação ambiental, 51 barragens em todo o País estão classificadas como “alto risco”. A maioria (42) está em Minas Gerais, Estado do desastre ocorrido em 25 de janeiro de 2019.

As outras barragens sob risco estão no Amapá (2), Mato Grosso (4), Pará (1), Goiás (1) e Rio Grande do Sul (1). Os dados, solicitados pela Coluna, são do Relatório Quantitativo da Agência Nacional de Mineração (ANM).

As barragens classificadas como “risco médio” somam 58 – são 28 em Mato Grosso e 8 em Minas Gerais – e as de “risco baixo”, 326.

Responsável por regular as atividades minerárias no Brasil, a ANM terá redução de 24% no orçamento. Foram R$ 90 milhões em 2020 e este ano será de R$ 68 milhões, posiciona o órgão à Coluna.

O auxílio emergencial – metade de um salário mínimo – pago pela mineradora Vale aos moradores de Brumadinho vence no próximo dia 31. Hoje, os beneficiários fazem novo protesto pela extensão do auxílio.

SUS

Só com a decisão de abrir mão da cobrança do DPVAT, o Governo perdeu cerca de R$ 3 bilhões que iriam direto para o Ministério da Saúde. Quando foi criado pela Lei 6.194/74, Governo Federal e Cia. Líder, consórcio formado pelas seguradoras, acordaram que metade dos valores pagos pelos proprietários de veículos iriam para a pasta, para cobrir despesas hospitalares, já que a maior parte das vítimas de acidentes de trânsito acaba atendida por hospitais públicos.

Esse reembolso antecipado ocorreu ao longo de mais de quatro décadas, beneficiando diretamente o Sistema Único de Saúde (SUS). Com a isenção deste ano, em meio à crise provocada pela pandemia do Coronavírus, o Ministério da Saúde terá de arcar com 100% das despesas médico-hospitalares de todos os acidentes que ocorrem no Brasil.

Ao zerar as cobranças do DPVAT, Bolsonaro pode ter incorrido no crime de improbidade administrativa, pois retirou receita do Ministério da Saúde e eliminou pagamento de impostos federais, como PIS, Cofins e IR.

Fritura

Com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, sob escaldante fritura, o líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), voltou a ser cotado para assumir o comando da pasta que chefiou durante o governo de Michel Temer.

Frentes

Em busca de votos e tentando conter dissidências de partidos que já lhe declararam apoio, Baleia Rossi (MDB-SP) concentra as articulações nas frentes parlamentares. Promete, se eleito, trabalhar para incluir os professores na lista de prioridades da vacinação para atrair o apoio da Frente da Educação.

Deputados do PSDB recebem diariamente mensagens de caciques tucanos de alta plumagem – como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – com pedidos de votos em Baleia Rossi (MDB-SP). A bancada de 33 deputados, no entanto, mantém-se dividida com maioria para Arthur Lira (PP-AL).

Ordem


No PT, a ordem é não votar em Arthur Lira, candidato apoiado por Bolsonaro. O líder da bancada, Ênio Verri (PR), nega ‘rachadura’ no partido: “Não tem voto para o Arthur. No PT, a gente se mata internamente, mas depois que fechou, nem se discute mais. Decidimos integrar o bloco do Baleia, não tem rachadura, não tem divisão”.

Queda

O comércio exterior na América Latina e no Caribe registrou o pior desempenho desde a crise financeira global de 2008 e 2009. O valor das exportações na região caiu 13% em 2020, enquanto as importações recuaram 20%, segundo relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).