Guilherme Fiuza

Jornalista e escritor que iniciou a carreira em 1987, no "Jornal do Brasil". Entre outras redações, trabalhou em "O Globo" e revista "Época". Escreve também sobre política para a "Gazeta do Povo".


As excelências e suas excrescências

Deputados federais se preparam para aprovar em regime de urgência o tal “certificado de imunização”, ou seja, o famigerado passaporte da vacina

Os empáticos de auditório emitiram uma multidão de panfletos sobre a marca de 500 mil óbitos por Covid. Naturalmente, 100% desses panfletos tinham por objetivo afirmar que eles, os empáticos de auditório, sabem de quem é a culpa pela tragédia. Eles, os empáticos de auditório, são inocentes. Só que não.

Senador Luiz do Carmo (MDB-GO) foi o relator da medida provisória – Foto: Waldemir Barreto/ Agência SenadoSenador Luiz do Carmo (MDB-GO) foi o relator da medida provisória – Foto: Waldemir Barreto/ Agência Senado

Eles estão há mais de um ano alegando ciência (fajuta) para perseguir, censurar, prender, bater e trancar. Não salvaram uma única vida. E você vai virar refém desses surfistas de tragédia se não acordar agora. Quer um exemplo?

Os deputados federais se preparam para aprovar em regime de urgência o tal “certificado de imunização”, ou seja, o famigerado passaporte da vacina. Essa excrescência totalitária já passou no Senado.

Suas excelências (não confundir com suas excrescências) estão, portanto, agindo para criar a inoculação obrigatória de substâncias experimentais – vamos repetir, para que os censores não achem que foi um descuido: substâncias experimentais – sem estudos conclusivos para todos os efeitos adversos em análise ou ainda desconhecidos.

Sem dados consolidados sobre percentuais de vacinados com cada reação adversa ou que faleceram posteriormente ao recebimento da vacina. E sem a aferição definitiva de eficácia. Mas os burocratas do falso salvacionismo querem transformar esse experimento em obrigatoriedade.

Não interessam as incertezas. Não interessa a ausência completa de constatação científica sobre a vacinação em massa como extintor sumário da pandemia. Não interessa a sua conversa com o seu médico e as suas possíveis suscetibilidades.

Para não virar cidadão de segunda classe, sem acesso a lugar nenhum, vai ter que andar por aí com o seu crachá de cobaia. Se essa vergonha passar no Brasil, a democracia acabou.

No estado americano do Texas, o passaporte fascista da covid está proibido. Ou seja: no Texas está proibido obrigar alguém (direta ou indiretamente, exigindo atestado para qualquer atividade) a se vacinar. E é um dos estados dos EUA com melhores resultados no enfrentamento à pandemia. Mas o que você lê por aí é que Nova York e Califórnia estão suspendendo as restrições porque têm cerca de 70% da população vacinada.

Evidentemente você não deve ter lido com a mesma facilidade que o Texas retirou todas as restrições em março, quando tinha apenas 15% de vacinados, e o número de infectados e mortos caiu significativa e consistentemente desde então.

Os que querem forçar toda a população a tomar vacinas cujos efeitos no ser humano ainda não são inteiramente conhecidos terão de responder por isso. P.S.: Essas chamadinhas tipo “estudos provam que lockdown funciona” ou “vacinas contra covid são extremamente seguras” contêm uma generalização burra que denota sua falsidade na origem. Caprichem mais nas fake news.

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