Pedro de Queiroz

Direitos do consumidor e cidadania para o dia a dia das pessoas.


Até tu, Brutus?

Honra, palavra e caráter são fundamentais, mas no Brasil, mais vale ser “esperto” do que honesto

A traição e a falta de compromisso com a palavra empenhada é algo tão antigo, que está há mais de 2 mil anos eternizada na célebre frase: “Até tu, Brutus?”, a mais famosa história da espécie da Idade Antiga. No século 1 a. C., o imperador romano Júlio César foi vítima de conspiração de senadores para derrubá-lo.

Congresso Nacional  – Foto: Pedro França/NDCongresso Nacional  – Foto: Pedro França/ND

Entre eles, seu filho adotivo Marcus Brutus. O complô resultou no assassinato do imperador a punhaladas pelos senadores. Mas os políticos brasileiros conseguem elevar essa vicissitude do caráter humano a patamares ainda mais surpreendentes.

No Brasil, desde condomínios até o Congresso, há sempre aqueles cuja política é a de quanto pior melhor. Honra, palavra e caráter são fundamentais, mas no Brasil, mais vale ser “esperto” do que honesto. Quando deveria ser sobre ter valor e não sobre dinheiro.

CPI mais ineficaz que cloroquina

Apesar de todo o espaço dado à CPI da Covid, é cada vez mais evidente que a mesma é mais ineficaz do que alegam ser a cloroquina.

Se em governos anteriores estaríamos assistindo uma CPI sobre esquemas de corrupção e pagamentos de propina, diante de tantos contratos milionários que o governo federal promoveu nessa pandemia histórica, não haver uma só denúncia de corrupção é, sem dúvida, o destaque.

Mas, afinal, o que mais poderíamos esperar de investigação liderada por Renan Calheiros? Enquanto isso, os números do PIB (Produto Interno Bruto) e de empregos com carteira assinada são melhores – em plena pandemia – do que os do governo Dilma!

Terceira via

Causou impacto positivo a manifestação do presidenciável Ciro Gomes. Foi contundente em suas críticas ao retorno do ex-presidente Lula, ainda mais com apoio de FHC. Embora fosse muito mais confortável e conveniente que seu nome engrossasse essa bizarra aliança, tomou o caminho mais incerto e difícil.

Surpreendeu ao demonstrar que o governo Dilma foi muito pior que o atual governo de seu outro opositor, Jair Bolsonaro, e foi justo em reconhecer o desempenho desse em meio à maior crise sanitária do século.

Comparando-se a Joe Biden, e defendendo, como Bolsonaro, o voto impresso e auditável, traz opção legítima à esquerda. Porque errar é humano, mas insistir no erro – ou seja – acreditar no PT como a solução para o país é leviano, imoral, caso psiquiátrico ou ignorância política ou cultural.

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