Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


Bolsonaro aposta no Auxílio Brasil para recuperar popularidade e voto

Presidente cobra de Arthur Lira celeridade na MP do benefício social e nas PECs que bancarão o programa

Antes de seguir para os Estados Unidos, onde discursou na sede da ONU, o presidente Jair Bolsonaro se irritou e chegou a bater na mesa em reuniões com ministros e auxiliares da articulação política.

Embora desdenhe de pesquisas, que mostram rejeição recorde do Governo, Bolsonaro vê no novo Bolsa Família (Auxílio Brasil) a salvação para recuperar popularidade a pouco mais de um ano das eleições.

A bronca se deve ao fato de a Medida Provisória (1061/2021) que criou o novo programa estar parada na Câmara. E outras duas propostas (PEC dos Precatórios e Reforma do IR), das quais o Governo depende para bancar o auxílio, também se arrastam, sem previsão de aprovação.

O tom das últimas conversas de Bolsonaro com o presidente aliado da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), também não foi nada amistoso.

O Planalto quer anunciar o programa em novembro. A MP do Auxílio Brasil já recebeu mais de 400 emendas. A oposição sugere o aumento do benefício para R$ 600,00. O Governo projeta R$ 300 para as famílias.

Cadê o laudo?

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não divulgou atestado de Covid nem quem assina o laudo. A Coluna pediu ontem de manhã publicidade do documento à Presidência e ao Ministério. O Covid-19 o blindou de explicar a gestão desastrosa em debates na ONU, e o livrou da CPI em Brasília.

Mas em Brasília a situação do ministro começa a se complicar politicamente e administrativamente. Embora tenha seguido ordem do presidente Jair Bolsonaro ao suspender a vacinação de adolescentes contra Covid-19, o ministro Queiroga passa por fritura e balança no cargo.

Da parte de parlamentares, principalmente aliados do Planalto, permanece a insatisfação com a gestão das superintendência nos Estados, como no Rio de Janeiro.

Queiroga é bombardeado também por órgãos da pasta, como o Conselho Nacional de Saúde e a Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19. Os técnicos, aliás, sugeriram recuo na recomendação da suspensão da vacina.

Sobre outra ordem do presidente, de antecipar o fim da obrigatoriedade de uso da máscara em locais públicos (prevista para novembro), o ministro desconversa.

Tarcísio ao Senado

Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) estuda sair candidato ao Senado pelo DF. A pasta realiza obras rodoviárias gigantes em Goiás, terra de muita gente que vota em Brasília.

Prevent 2.0

Não deve ficar apenas no depoimento do diretor médico de ontem na CPI da Pandemia o cerco à PreventSenior. A oposição quer que o presidente Bolsonaro preste esclarecimentos sobre reuniões com executivos da empresa (Pedro Benedito Batista Júnior) e da EMS (Leonardo Sanchez) desde março do ano passado. No requerimento, o Psol pede também a confirmação de reuniões fora da agenda oficial.

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