Bolsonaro volta a fazer críticas ao isolamento: ‘idiotas do fique em casa’

Presidente também foi questionado sobre seu estado de saúde: "Já falei que sou 'imorrível', 'imbrochável' e também sou 'incomível'", disse

O presidente Jair Bolsonaro fez novas declarações, nesta segunda-feira (17), a apoiadores que o aguardavam no Palácio da Alvorada.

O chefe do executivo federal voltou a criticar os “idiotas do fique em casa” pouco depois de elogiar a atuação do agronegócio no Brasil. Ele também afirmou que deverá perder a votação do Congresso Nacional de um projeto de lei que fixa o ICMS que incide sobre os combustíveis nos Estados.

Presidente Jair Bolsonaro fez novas críticas ao isolamento na pandemia – Foto: Reprodução/Instagram/NDPresidente Jair Bolsonaro fez novas críticas ao isolamento na pandemia – Foto: Reprodução/Instagram/ND

“O Congresso dificilmente tem convergência das coisas, é natural, a vida toda foi assim. Entramos com projeto lá, pedi urgência e acho que vou ser derrotado”, afirmou Bolsonaro.

“Para que cada Estado defina um valor fixo do ICMS, porque isso diz uma emenda à Constituição de 2001”, continua. “Como devo perder isso aí, eu só tenho um caminho: vou depender do Supremo Tribunal Federal”, avisou.

Segundo o presidente, a esperança é o Supremo reverter a eventual derrota no Parlamento. “Tem Estado em que é um estupro o ICMS, e o pessoal culpa a mim”, disse Jair.

“Então, queremos definição. O Estado cobra o que quiser, mas que diga o quanto está cobrando”, ressaltou. “Quando aumenta a gasolina, o pessoal me culpa. Agora, quando diminui, não abaixa na ponta da linha. Fiquei dois meses sem cobrar PIS/Cofins, mas não baixou nada”, explicou.

Críticas ao isolamento

O chefe do executivo federal também voltou a criticar os “idiotas do fique em casa”, pouco depois de elogiar a atuação do agronegócio no Brasil.

“O agro não parou. Tem uns idiotas do ‘fique em casa’. Até hoje, tem uns que ficam em casa. Se o campo tivesse ficado em casa, esse cara tinha morrido de fome, esse idiota tinha morrido de fome”, disse Bolsonaro.

“E ficam reclamando de tudo. Agora, quem tem salário fixo ou uma gorda aposentadoria, aí pode ficar em casa o dia todo. Não tem problema nenhum”, concluiu.

Pouco antes do início da conversa informal, captada por um canal aliado do YouTube, Bolsonaro foi questionado sobre seu estado de saúde. “Já falei que sou ‘imorrível’, já falei que sou ‘imbrochável’ e também sou ‘incomível'”, disse.

Liberação da maconha

Bolsonaro foi cobrado por uma apoiadora a vetar um projeto de lei que libera a comercialização de medicamentos que contenham extratos, substratos ou partes da maconha em sua formulação.

“Isso é com o Parlamento, se chegar para mim eu veto. Engraçado: a maconha pode, a cloroquina não pode. […] A esquerda sempre pega uma oportunidade para poder liberar as drogas. Maconha e cocaína fazem bem, sem problema”, comentou com ironia.

*Com informações do Portal R7.

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