CPI da Covid ouve ministro Marcelo Queiroga pela segunda vez nesta terça-feira

Os parlamentares deverão questionar Queiroga sobre sua autonomia nas ações contra o novo coronavírus

A CPI da Covid-19 ouvirá, pela segunda vez, o depoimento do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A sessão está marcada para esta terça-feira (8), às 9h.

CPI da Covid-19 ouve nesta terça-feira o ministro da Saúde – Foto: Divulgação/NDCPI da Covid-19 ouve nesta terça-feira o ministro da Saúde – Foto: Divulgação/ND

Antes do depoimento, a comissão deverá analisar 24 requerimentos. Entre eles há pedidos de convocação de integrantes do suposto gabinete paralelo ao Ministério da Saúde para  aconselhamento do presidente Jair Bolsonaro e tomada de decisões sobre a pandemia.

Outro pedido diz respeito à quebra de sigilo telefônico e telemático de inúmeras pessoas ligadas ao governo. Dentre elas, Carlos Bolsonaro, filho do chefe do Executivo.

Novo depoimento de Queiroga

O novo depoimento de Queiroga acontece após a CPI receber outras testemunhas sobre as ações do governo contra a Covid-19. Na última quarta-feira (2) a médica Luana Araújo, que foi anunciada por Queiroga para o cargo de secretária Extraordinária de Combate à Covid-19, mas que acabou dispensada, contou sobre sua saída em decisões do Palácio do Planalto

Os parlamentares deverão questionar Queiroga sobre sua autonomia nas ações contra o novo coronavírus. Para senadores de situação, no entanto, a reconvocação é uma medida protelatória para que não sejam ouvidos governadores e prefeitos sobre o uso das verbas federais na pandemia.

Queiroga deverá explicar também o impacto da realização da Copa América de futebol no país e ser questionado sobre recentes aglomerações promovidas pelo presidente.

Carlos Bolsonaro

O pedido de quebra de sigilo dos dados do vereador do Rio de Janeiro foi feito pelo senador Alessandro Vieira. Em sua justificativa, o parlamentar citou o depoimento do ex-presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, que afirmou que o filho do presidente participou de uma reunião do governo com o laboratório em dezembro de 2020.

Na visão de Alessandro Vieira, a participação de Carlos Bolsonaro pode ser um indício de que seu pai, Jair Bolsonaro, utilizava um aconselhamento paralelo ao do Ministério da Saúde.

“A transferência de sigilo dos dados ora solicitados desde março de 2020, mês em que a pandemia se iniciou massivamente no país, permitirá identificar os contornos da participação do vereador durante todo o período da pandemia”, continuou o senador. “em discussões nas quais deveriam tomar parte apenas os membros do governo e autoridades de notório reconhecimento na área da saúde”, explicou Alessandro.

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