Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.


CREDN aprova acordo de defesa assinado entre Brasil e Israel

Oposição argumenta que Governo busca tecnologia israelense para monitorar MST e tratá-lo como grupo terrorista

Uma vitória dos Bolsonaro nas relações internacionais. Promessa pessoal do presidente da República ao premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, o acordo de defesa assinado entre Brasil e país do Oriente Médio em março de 2019 foi, enfim, aprovado na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

A oposição (PT, PSOL e PCdoB) tentou derrubar com um ‘kit obstrução’. Segundo deputados da oposição, o Governo busca tecnologia israelense para monitorar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e tratá-lo como grupo terrorista. Os governistas negam. Não há qualquer acordo firmado (ainda) de troca de tecnologia de espionagem.

A oposição ao Governo também não concordou em cravar oficialmente que o Hamas é uma organização terrorista, como reconhecida em outros países.

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB) – que já presidiu a Comissão em 2012 – propôs emenda ao Acordo, o que é proibido para textos de acordos internacionais.

Ativista da bandeira gay, o deputado David Miranda (PSOL-RJ) foi cobrado por Van Hatten (NOVO-RS) por não condenar violações dos direitos humanos na Palestina contra homossexuais. Saiu-se pela tangente com crítica à privatização da Eletrobras.

A conquista na pauta é capitalizada principalmente pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente. A comunidade judaica no País acompanha a pauta com atenção.

Mão dupla

Presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado e aliado do governador, Humberto Costa (PT) pediu a apuração rigorosa das agressões feitas por integrantes da PM. A OAB-PE e a Força Sindical também se manifestaram. Policiais Militares estão descontentes e no quartel repetem que ‘vai ter troco’.

É um circo

A CPI da Pandemia no Senado continua campanha pura. Opositor e lulista, Renan Calheiros, relator, só ataques ao Governo, e quer prender qualquer preposto de Bolsonaro. Senadores da oposição fazem show com script de ‘pegadinhas’ para aparecerem nas redes sociais. E nada de investigar também – é pertinente o pedido – os 18 governadores que apelaram ao STF para não serem interrogados. Qual o medo?

A ida de governadores seria o teste para descobrir se o presidente Bolsonaro remeteu de fato bilhões de reais para os cofres dos Estados, e na contrapartida, oportunidade para os governadores mostrarem se o dinheiro foi mesmo investido no combate ao Covid-19 – e não em pagamento de folha atrasada ou de fornecedores sem ligação com a Saúde.

Revoltante

Não bastassem todos os dados oficiais de contaminados e mortes, e a escassez de vacinas, relatos de leitores dão conta de bares e pubs lotadíssimos no Sudoeste em Brasília, em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Todos aglomerados e sem máscaras.

Vai dar M

Está na fila da votação no Plenário da Câmara dos Deputados o texto do 64º Acordo de Livre Comércio entre Brasil e Chile, a Mensagem 369/19. O documento já foi ratificado pelo Chile e não passou pelas comissões da Câmara, indo ao Plenário direto em regime de urgência. Mas o texto foi modificado pelo relator Aluisio Mendes (PSC-MA), o que é inconstitucional (parlamentares não podem mudar nem emendar acordos internacionais, apenas aprovar ou rejeitar). E a Liderança do Governo dorme no ponto.

Toga & batom

A próxima vaga do Tribunal Superior Eleitoral vai para uma mulher. O Supremo Tribunal Federal aprovou a lista tríplice com os nomes das advogadas Ângela Baeta Neves, Marilda Silveira e Maria Cláudia Bucchianeri. Uma delas será a nova ministra substituta da Corte.

Desafio

Conhecido pela austeridade nos gastos do gabinete e por ser contra a reeleição, o senador Reguffe (Podemos-DF) tem um desafio, então, para 2022, findando o mandato: ou tenta a Câmara Federal ou o Governo do DF.

Convite à porta

A deputada federal Paula Belmonte foi convidada a se desfiliar do Cidadania por causa do apoio constante ao presidente Jair Bolsonaro. Conversa com o comando do PROS.

Hereditário 1

A turma da ‘nova política’ quer entrar em 2022 com o clã nos projetos eleitorais. A deputada Bia Kicis (PSL-DF) pretende lançar à Câmara do DF o filho Samuel Kicis, do mesmo partido. O Senador Izalci estuda lançar o herdeiro Sérgio Lucas a deputado federal. Falta o PSDB local topar.

 Hereditário 2

Filho do ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, o advogado Evandro Pertence entrou de cabeça na disputa pela seccional DF. “Estamos na capital do Brasil, no centro do Poder, e nossa OAB teve um papel histórico que precisamos retomar. Hoje, os flertes com uma ruptura institucional são claros e não podem ser aceitos”.

O outro lado

Mal resolve a encrenca da PM com os movimentos de esquerda do Recife e o Governo de Pernambuco se vê diante de outro problema. Movimentos Sociais e Centrais Sindicais marcaram manifestações em todo o País a favor do impeachment do presidente Bolsonaro no próximo dia 19. Essa turma também é forte na capital.

Juiz à mesa

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, e o deputado João Campos (Republicanos-DF), relator-geral do projeto do novo Código de Processo Penal, se encontraram para debater o avanço da proposta na Câmara. Em destaque, a implementação da função do juiz de garantias.

MERCADO

Marcas no pódio

O Comitê Olímpico do Brasil fechou parceria com a Fiber Knit, fabricante de máscaras com filtro e tecido antiviral, e com a Kameleon Bags, fabricante de malas com garrafas pet recicladas, para licenciamento de produtos do Time Brasil. Os patrocinadores Riachuelo e Havaianas também já licenciaram uma linha de produtos que geram royalties para o COB.

Ciência respira

O Fundo Brasileiro para a Biodiversidade abre amanhã inscrições para a 4ᵃ edição do programa Bolsas FUNBIO – Conservando o Futuro. Destinará R$ 1 milhão a estudantes de mestrado e doutorado com bolsas para pesquisas de campo.

O desconhecido OpB

Em pesquisa da C6 Bank/Ipec, 69% dos entrevistados revelaram não conhecer bem o Open Banking, sistema financeiro aberto que prevê o compartilhamento de informações bancárias dos clientes entre as instituições visando aumentar a concorrência.

Vidas valiosa$

O seguro de Vida Individual movimentou cerca de R$ 776,2 milhões em março deste ano, avanço de 36,2% sobre o mesmo mês de 2020. No trimestre, essa cifra já chega a R$ 2,1 bilhões, uma evolução de 28,8%. O seguro de Vida Coletivo cresceu 11,9% e, no trimestre, 6,6%. Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras.