‘É mais saudável’: Bolsonaro pede que população tome banho frio para economizar energia

Presidente também pediu que a população evite usar elevadores e desligue alguns pontos de luz em casa

O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar da crise energética e pedir a colaboração da população para reduzir o consumo de luz e enfrentar a escassez hídrica. Para isso, Bolsonaro pediu que as pessoas evitem usar elevadores e tomem banho gelado.

Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pede que população tome banho frio e evite elevadores para economizar energia elétrica – Foto: Reprodução/InternetPresidente Jair Bolsonaro (sem partido) pede que população tome banho frio e evite elevadores para economizar energia elétrica – Foto: Reprodução/Internet

Os pedidos foram feitos em mais uma das tradicionais “lives” do presidente nesta quinta-feira (23). “Se puder apagar uma luz na tua casa apaga, eu peço por favor. Não use elevador. Tomar banho é bom, mas se puder tomar banho frio é muito mais saudável, ajuda o Brasil“, disse Bolsonaro. “A gente pede a Deus que agora em novembro, final de outubro, venha chuva para valer no Brasil. Para que a gente não tenha problema no futuro, que podemos ter problema no futuro”, continuou.

Assim como em outras ocasiões, Bolsonaro também voltou a pedir para a população apagar um ponto de luz, sempre que possível. “Nós estamos vivendo a maior crise hidrológica dos últimos 90 anos. Se você puder, apague uma luz na tua casa, se puder desligue o ar-condicionado. Se não puder – está com 20 graus? – passa para 24 graus, gasta menos energia”, disse.

Veja o trecho do vídeo em que o presidente faz o pedido:

Combustíveis

Ainda durante a transmissão, Bolsonaro falou sobre a alta dos combustíveis. Ele sugeriu que seja reduzida a concentração de etanol na gasolina para baixar o preço.

“A gasolina custa em média R$ 2 na refinaria, aumenta de preço porque é adicionado etanol. Etanol encarece gasolina na origem”, declarou o presidente. Hoje, a lei autoriza a mistura de 18% a 27% de etanol anidro à gasolina e quem decide o porcentual é o Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (Cima), vinculado ao Ministério da Agricultura e integrado às pastas da Economia e de Minas e Energia. “O preço da gasolina pode diminuir um pouco se diminuir a concentração de etanol na gasolina”, avaliou.

O presidente reconheceu, porém, que a possibilidade de diminuir a proporção de etanol na gasolina não é um ato unilateral e sugeriu que a medida poderia causar revolta. “Os usineiros vão chiar, porque eles têm um mercado garantido hoje em dia, que é o etanol que você bota no seu carro, na gasolina ou o etanol puro. Então, olha o tamanho da encrenca para a gente diminuir o porcentual da mistura do etanol na gasolina”, disse o presidente.

*Com informações de Estadão Conteúdo.

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