‘Deus o livre aquela pessoa tivesse uma arma de fogo’, diz Marina sobre ataque a Bolsonaro

Candidata da Rede reforçou segurança e foi cercada por cordão de isolamento na caminhada no centro de São Paulo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A candidata à Presidência Marina Silva (Rede) aproveitou sua “primeira manifestação de rua depois do inaceitável ato de violência contra Jair Bolsonaro” para criticar a ideia de que o armamento civil é a melhor resposta para a violência.

Marina Silva é confirmada candidata a presidente pela Rede - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Em primeira aparição após atentado contra o candidato Jair Bolsonaro, a candidata da Rede pediu “amor e respeito dentro do coração” – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

“Eu fico pensando: que se Deus o livre aquela pessoa tivesse uma arma de fogo na mão, o que poderia ter acontecido”, disse neste sábado (8), poucas horas após a divulgação de uma foto em que o rival do PSL, acamado no hospital, aparece simulando uma arma com as mãos, como se estivesse atirando.

“Amor e respeito dentro do coração” são mais eficazes do que uma “arma na mão” para proteger a sociedade da violência e do crime, segundo a presidenciável, que afirmou não ter pedido reforço da Polícia Federal após o ocorrido, como alguns colegas fizeram.

“Em 2014 foi a violência política, agora está sendo a violência física”, afirmou Marina, que há quatro anos se declarou vítima de uma campanha difamatória por parte do PT da rival Dilma Rousseff. Ela listou a violência serial que atinge a temporada eleitoral: o assassinato de Marielle Franco (PSOL), os tiros que atingiram a caravana lulista e, agora, o estaqueamento de Bolsonaro.

Ela não quis cravar a garantia de Bolsonaro no segundo turno, como fizeram aliados do militar reformado e mesmo rivais como João Doria (PSDB), uma hipótese que seria impulsionada pela comoção popular pós-atentado.

“Estamos vivendo diante de muitas imprevisibilidades, e o eleitor é soberano para mudar sua vontade no momento que ele quiser”, disse a candidata, cujo desempenho na última pesquisa Ibope estagnou, enquanto adversários como Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) avançaram.

Para Marina, o ataque contra Bolsonaro pode ser uma “oportunidade para dar um ponto final na polarização, no ódio, na violência”.

A passagem dela pela região gerou tumulto, uma turbulência que surfou no vaivém já caótico desta que é uma das principais zonas de comércio popular da cidade.

Entre placas de candidatos da Rede e de causas como a da “bancada vegana”, gritos de “Lula” e “Bolsonaro” foram ouvidos aqui e acolá -o clamor pelo presidenciável do PSL virou coro quando Marina chegou ao Mercado Municipal, onde dois comerciantes usavam camisas com foto do capitão reformado.

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‘Deus o livre aquela pessoa tivesse uma arma de fogo’, diz Marina sobre ataque a Bolsonaro

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A candidata à Presidência Marina Silva (Rede) aproveitou sua “primeira manifestação de rua depois do inaceitável ato de violência contra Jair Bolsonaro” para criticar a ideia de que o armamento civil é a melhor resposta para a violência.

“Eu fico pensando: que se Deus o livre aquela pessoa tivesse uma arma de fogo na mão, o que poderia ter acontecido”, disse neste sábado (8), poucas horas após a divulgação de uma foto em que o rival do PSL, acamado no hospital, aparece simulando uma arma com as mãos, como se estivesse atirando.

“Amor e respeito dentro do coração” são mais eficazes do que uma “arma na mão” para proteger a sociedade da violência e do crime, segundo a presidenciável, que afirmou não ter pedido reforço da Polícia Federal após o ocorrido, como alguns colegas fizeram.

“Em 2014 foi a violência política, agora está sendo a violência física”, afirmou Marina, que há quatro anos se declarou vítima de uma campanha difamatória por parte do PT da rival Dilma Rousseff. Ela listou a violência serial que atinge a temporada eleitoral: o assassinato de Marielle Franco (PSOL), os tiros que atingiram a caravana lulista e, agora, o estaqueamento de Bolsonaro.

Ela não quis cravar a garantia de Bolsonaro no segundo turno, como fizeram aliados do militar reformado e mesmo rivais como João Doria (PSDB), uma hipótese que seria impulsionada pela comoção popular pós-atentado.

“Estamos vivendo diante de muitas imprevisibilidades, e o eleitor é soberano para mudar sua vontade no momento que ele quiser”, disse a candidata, cujo desempenho na última pesquisa Ibope estagnou, enquanto adversários como Ciro Gomes (PDT) e Fernando Haddad (PT) avançaram.

Para Marina, o ataque contra Bolsonaro pode ser uma “oportunidade para dar um ponto final na polarização, no ódio, na violência”.

A passagem dela pela região gerou tumulto, uma turbulência que surfou no vaivém já caótico desta que é uma das principais zonas de comércio popular da cidade.

Entre placas de candidatos da Rede e de causas como a da “bancada vegana”, gritos de “Lula” e “Bolsonaro” foram ouvidos aqui e acolá -o clamor pelo presidenciável do PSL virou coro quando Marina chegou ao Mercado Municipal, onde dois comerciantes usavam camisas com foto do capitão reformado.

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