Fernando Haddad e Jair Bolsonaro falam sobre o resultados das urnas à Record News

Candidatos à presidência da República conversaram com a reportagem da Record News nesta segunda-feira e avaliaram o resultado do primeiro turno das eleições

Os candidatos ao segundo turno pela Presidência da República, Fernando Haddad, do PT, e Jair Bolsonaro, do PSL, falaram com o Jornal da Record News nesta segunda-feira (8) e comentaram sobre o resultado das urnas, possíveis alianças, alicerces de campanha e estratégias para saírem vitoriosos no segundo turno.

Fernando Haddad

Como o senhor recebeu o resultado das urnas?

Foi uma campanha muito curta para mim, pouco mais de vinte dias e nós atingimos 31 milhões de votos. Foi uma campanha vitoriosa que nos coloca no segundo turno, quando a nação terá a oportunidade de comparar dois projetos apenas, então vai ficar muito mais fácil para o eleitor saber qual é o melhor. Isso vai ajudara a democracia a se fortalecer, comparar projetos e escolher o melhor rumo para o país.

Foi uma campanha vitoriosa que nos coloca no segundo turno, quando a nação terá a oportunidade comparar dois projetos apenas - Record News/Divulgação
Fernando Haddad (PT) falou com a reportagem da Record News nesta segunda-feira – Record News/Divulgação

Já começaram as conversas para apoios e alianças no segundo turno?

Nós temos a expectativa de juntar todo o campo democrático popular conosco. O campo que defende direitos, empregos, fortalecimento do salário, o trabalhador, a população mais vulnerável. Ou seja, aquele que deseja o apoio do Estado para gerar as oportunidades necessárias para que as pessoas possam se desenvolver. Isso significa dizer que nós aguardamos que, assim como o Boulos (PSOL) já manifestou apoio, nós queremos contar com apoio de outras pessoas, como Ciro Gomes (PDT), todos os governadores do PSB que foram eleitos em primeiro turno ou não, que são partidos que tem a mesma visão de mundo.

Quais são os alicerces da sua campanha agora?

A base do nosso programa é a seguinte: fortalecendo o poder de compra da classe trabalhadora e da classe média por meio da redução de impostos para os mais pobres, compensado com aumento para aqueles que não pagam e são muito ricos e diminuição do juro bancário para o que quer abrir uma empresa, fazer um crediário, esses dois projetos vão aquecer a economia. Aquecendo a economia, o empresário vai voltar a contratar.

Qual a estratégia do partido dos trabalhadores para ganhar essa eleição?

A vantagem dos dois turnos é exatamente essa. Nós dois (Haddad e Bolsonaro) tivemos cerca de quase 80% dos votos, vamos ter que disputar o voto dos indecisos, além daqueles que não votaram, um contingente grande de pessoas que não votou e que queremos trazer para a eleição, justamente anunciando medidas que dialoguem com o dia a dia do trabalhador brasileiro.

Jair Bolsonaro

Como o senhor recebeu os resultados das urnas na noite de domingo (7)?

Com muita alegria, afinal de contas não tínhamos tempo de televisão, fundo partidário, grande parte da mídia contra nós. Quase 50 milhões de pessoas acreditaram no meu trabalho, em especial o Nordeste. Ninguém desde quando o Lula chegou à presidência tem uma votação tão expressiva de oposição como eu tive lá. Eu agradeço o povo nordestino e tenho certeza que ampliaremos essa vantagem no segundo turno.

Jair Bolsonaro atendeu a reportagem da Record News e diz receber com muita alegria o resultado das urnas - Record News/Reprodução
Jair Bolsonaro atendeu a reportagem da Record News e diz receber com muita alegria o resultado das urnas – Record News/Reprodução

Composições e alianças para o segundo turno já começaram?

Já começaram há dois anos e se avolumaram agora. A bancada ruralista fechou conosco, grande parte da bancada evangélica. Nós trabalhamos no varejo, lideranças políticas que se comportam como lideranças sindicais, nós não teremos acordo, afinal de contas o nosso compromisso é ter um ministério enxuto, com pessoas competentes e com iniciativa para atender o interesse da população e não interesses político-partidários.

Quais são os alicerces da sua campanha neste segundo turno?

Família, Deus, propriedade privada, o fim da ideologia de gênero nas escolas, o comércio com o mundo sem o viés ideológico, jogar pesado na questão da corrupção, valorizando o Ministério Público, a Polícia Federal e outros órgãos. Também temos que diminuir o Estado, fazendo com que quem queira produzir não seja agredido pelo Estado. No linguajar mais prático é tirar o Estado do cangote de quem produz desburocratizando e desregulamentando.

Nesse segundo turno tempos iguais de televisão, campanha para as duas ideias e propostas. Como essa polarização será tratada na sua campanha?

Vamos polarizar sim, afinal de contas acabamos de ter 13 anos de governo do PT. Eu perguntaria: você quer que volte o que aconteceu nos últimos 13 anos? Corrupção desenfreada, compra do parlamento, ataque aos valores familiares, tentativa de impor ideologia de gênero em sala de aula, proximidade de países como Bolívia, Venezuela e Cuba, entregando nosso BNDS para que faça negócio com ditaduras no mundo todo. Nós queremos a volta disso para o Brasil? O Haddad se comporta agora como bom moço, democrata, homem de família que inclusive fala em Deus. O nosso pessoal não acredita nesse tipo de gente e através da verdade nós ampliaremos o universo de eleitores no segundo turno.

Confira o programa completo:

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