Pastores, militares, advogados, administradores: o perfil dos 40 deputados da Alesc

Renovação foi de 55% das cadeiras, enquanto a média histórica é de 40%

No dia 1º de fevereiro de 2019, mais da metade dos parlamentares que hoje atuam na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) não estarão mais ocupando as cadeiras de deputados. A eleição de 2018 promoverá uma renovação de 55% no Palácio Barriga Verde, a maior desde 2002, quando o índice também foi de 55%.

Para o próximo mandato, foram eleitos pelo menos três líderes religiosos, Jair Miotto (PSC), Sérgio Motta (PRB) e Felipe Estevão (PSL). Dois militares, Onir Mocellin e Carlos Henrique de Lima, ambos do PSL. O quadro dos eleitos tem desde dentista, advogados, administradores a pessoas que já passaram por diversos cargos públicos até chegar à eleição. O perfil inclui desde políticos mais liberais, como é o caso de Bruno Souza (PSB), aos mais militantes, como Jessé Lopes (PSL).

O fenômeno da bancada do PSL, que elegeu seis deputados, deve imprimir um perfil mais conservador no parlamento em 2019. Partidos como o PCdoB, por exemplo, ficaram sem espaço, enquanto o PT perdeu uma cadeira.

O mais votado no Estado, Ricardo Alba (PSL) disse que não é um estigma ser conservador. Entre os colegas de bancada terá Jessé Lopes, que também tem posicionamento alinhado com as pautas conservadoras; os militares Onir Mocellin e Carlos Henrique de Lima; além do pastor e youtuber Felipe Estevão e Ana Caroline Campagnolo.

A lista dos novatos ainda inclui o vereador mais votado em Joinville em 2016, Fernando Krelling (MDB), Jerry Comper (MDB), que foi chefe de gabinete do ex-presidente da Alesc Aldo Schneider e acabou se elegendo com o nome de urna Jerry do Aldo, além de Marlene Fengler (PSD), que foi chefe de gabinete de Gelson Merisio.

Eleitos em 2016 deixam mandatos pela metade

Em média, a renovação na Alesc sempre foi de mais de 40%, desde 1950, a exceção foram as eleições de 2010 e 2014, que tiveram os menores índices de deputados novos. Em 2014, por exemplo, 32% dos deputados eram novos. Em 2010 esse percentual foi de 35%. A maior renovação na história recente do parlamento foi em 1986, durante a abertura política, quando 86% do parlamento foi renovado. Em 2019, a representatividade de mulheres na Câmara também será maior e passará de 10% para 12,5%.

Entre os novos eleitos para 2019, cinco já ocupavam cargos eletivos e abrirão mão de continuar seus mandatos para assumir na Alesc. Deixam os mandatos incompletos, Ricardo Alba (PSL), vereador em Blumenau; Bruno Souza (PSB), vereador em Florianópolis; Fernando Krelling (MDB), vereador em Joinville; Volnei Weber (MDB), que renunciou no segundo mandato como prefeito de São Ludgero; e Paulinha, também no segundo mandato como prefeita de Bombinhas.

candidatos - Arte/Rogério Moreira Jr
Arte/Rogério Moreira Jr

Nem tão novos

Do outro lado da balança, a Alesc ainda continuará abrigando algumas figuras bastante conhecidas do eleitorado catarinense, como Romildo Titon (MDB), ex-presidente do parlamento que chega a sua sétima legislatura, Moacir Solpesa (MDB), que vai para o sexto mandato, e Julio Garcia (PSD), que retorna ao legislativo para um quinto mandato depois de ocupar por oito anos o posto de conselheiro do Tribunal de Contas, aonde chegou a ser presidente.

São pelo menos 13 deputados que já terão, a partir de 2019, três ou mais legislaturas na Alesc: Neodi Saretta (PT), Padre Pedro Baldissera (PT), Ada de Luca (MDB),  Kennedy Nunes (PSD), Marcos Vieira (PSDB), Ismael dos Santos (PSD), Luciane Carminatti (PT), José Milton Scheffer (PP), Maurício Eskudlark (PR) e Mauro de Nadal (MDB).

Os deputados Altair Silva (PP), Nilso Berlanda (PR) e Ivan Naatz (PV), que apesar de eleitos pela primeira vez nesta eleição, já conhecem bem o parlamento. Altair, por exemplo, ocupou a cadeira de deputado como suplente pelo menos quatro vezes, desde 2008. Berlanda também exerceu o cargo em quatro oportunidades. Enquanto Ivan Naatz teve passagem pela Casa por dois meses, como suplente, em 2016.

Cinco deputados que eram novatos em 2014 conseguiram reeleição e vão para a segunda legislatura na Assembleia.

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