Em discurso na ONU, Bolsonaro assegura vacinas até novembro no Brasil

Na 76ª abertura da Assembleia Geral, em Nova York, o presidente condicionou a imunização à vontade individual de cada brasileiro

O presidente Jair Bolsonaro falou por mais de 10 minutos na abertura da 76ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), na qual ressaltou, entre outros temas, não apoiar o passaporte sanitário da vacina, exigido em alguns estados brasileiros e alguns países do mundo. Ele também defendeu o tratamento precoce contra a Covid-19 e garantiu que todos os brasileiros que quiserem poderão ser vacinados até novembro.

BolsonaroBolsonaro discursa na ONU nesta terça-feira (21) – Foto: Reprodução/ND

Em seu discurso nos Estados Unidos, Bolsonaro disse ter tomado cloroquina e se curado com o medicamento que, segundo pesquisas internacionais, é apontado como ineficaz contra a doença. “A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, afirmou.

O presidente também criticou prefeitos e governadores por medidas contra a disseminação do vírus, como o fechamento do comércio.

“Sempre defendi combater o vírus e o desemprego de forma simultânea e com a mesma responsabilidade. As medidas de isolamento e lockdown deixaram um legado de inflação, em especial, nos gêneros alimentícios no mundo todo”, disse.

“No Brasil, para atender aqueles mais humildes, obrigados a ficar em casa por decisão de governadores e prefeitos e que perderam sua renda, concedemos um auxílio emergencial de US$ 800 para 68 milhões de pessoas em 2020.”

Bolsonaro também fez uma defesa das políticas de preservação ambiental de seu governo, dizendo que o Brasil é o país que mais preserva as suas florestas.

“São 8,5 milhões de quilômetros quadrados, dos quais 66% são vegetação nativa, a mesma desde o seu descobrimento, em 1500. Somente no bioma amazônico, 84% da floresta está intacta, abrigando a maior biodiversidade do planeta. Lembro que a região amazônica equivale à área de toda a Europa Ocidental.”

O presidente citou dados de desmatamento do mês de agosto para embasar suas afirmações. “Na Amazônia, tivemos uma redução de 32% do desmatamento no mês de agosto, quando comparado a agosto do ano anterior. Qual país do mundo tem uma política de preservação ambiental como a nossa?”

Ele ainda propôs aos participantes da assembleia-geral que viessem ao Brasil: “Os senhores estão convidados a visitar a nossa Amazônia”.

O chefe do Executivo também defendeu a reforma do sistema de representação política da ONU para que o Brasil tenha um assento permanente no Conselho de Segurança da entidade. No ano que vem, o país volta a ter uma cadeira rotativa no Conselho.

Quando o assunto foi economia, o presidente disse que “o Brasil vive novos tempos” e que tem um dos melhores desempenhos entre os países emergentes.

“Meu governo recuperou a credibilidade externa e, hoje, se apresenta como um dos melhores destinos para investimentos”, destacou.

*Com informações do Portal R7

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