Paulo Alceu

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Fusão do DEM e PSL: O que está por trás deste projeto de poder

Pode surgir o super partido que visa apenas os milhões do fundo partidário e que conta com mais de 80 deputados na Câmara

A fusão do DEM e do PSL revela o distanciamento com as ruas. Não existe um projeto para o Brasil, mas para o poder e voltado apenas para os R$ 160 milhões do fundo partidário que cairá nas contas da nova sigla.

Intenção é criar o super partido e entrar na corrida ao Planalto – Foto: Pedro França/Agência Senado/NDIntenção é criar o super partido e entrar na corrida ao Planalto – Foto: Pedro França/Agência Senado/ND

Além disso, existe o impasse localizado em vários estados onde a acomodação de lideranças passou a ser o ponto crucial e fundamental. Está nascendo a maior legenda do país e que vem de olho na corrida ao Planalto buscando conquistar uma fatia da direta desiludida com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Afirmam que há pesquisas destacando que 66% do eleitorado que votou em Bolsonaro não quer ouvir falar em Lula, mas estão desiludidos com a presidente.

O novo partido, onde tem o PSL que virou partido forte devido a Bolsonaro, acredita que poderá trazer esses eleitores para uma terceira via. No entanto, isso tudo revela, mais uma vez, que esses denominados líderes partidários não conseguem decifrar o real recado dos eleitores.

Não é desta forma que irão apresentar uma terceira via, sem uma linha de comunicação com a população. Estão criando uma super legenda entre quatro paredes e que o povo venha à reboque.

O Brasil convive com 33 legendas registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Porém, saem duas e surge uma gigante com 82 deputados na Câmara. Essa super legenda tem José Datena, Luiz Mandetta e tenta Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, como opções de presidenciáveis.

A situação é cômica porque Datena flerta para ser vice de Ciro Gomes (PDT), enquanto que Pacheco é o nome do PSD de Gilberto Kassab como opção para terceira via.

Todo esse movimento visa desalojar Bolsonaro do Planalto, mas com a velha e corroída política tradicional de menosprezar o eleitor que só começa a ser importante na campanha. Porém, o que tem que acabar no Brasil é a selva de legendas onde a imensa maioria vive exclusivamente de fundos eleitorais e partidários.

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