Moacir Pereira

Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Georgino Melo e Silva: “Um ano sem doutor Mário”

Procurador Federal faz homenagem ao fundador do grupo ND no primeiro aniversário de seu falecimento

O Procurador Federal Georgino Melo e Silva está prestando homenagem ao dr. Mário Petrelli, fundador e presidente emérito do grupo ND, pelo primeiro aniversário de seu falecimento, que hoje transcorre.

Amigo pessoal do empresário falecido durante muitos anos, testemunhou episódios marcantes e ouviu relatos sobre passagens históricas registradas em Santa Catarina e no Brasil, em diversos períodos.

Várias manifestações lembram carisma e generosidade de dr. Mário – Foto: arquivoVárias manifestações lembram carisma e generosidade de dr. Mário – Foto: arquivo

Intitulado “Um ano sem doutor Mário”, o texto do Procurador é o seguinte:
“O grande poeta e dramaturgo T.S.Eliot dizia que abril é o mais cruel dos meses. Foi num dia de abril, há um ano, que Mário José Gonzaga Petrelli nos deixou. A  saudade  é a “asa de dor do pensamento” no feliz soneto de Da Costa e Silva. Mário Petrelli deixou um oceano de saudades para seus amigos; ele compreendeu o sentido da amizade, pois viveu em permanente estado de amizade.
Mário foi um daqueles amigos que mudam a vida dos amigos. Por várias razões, a primeira delas, pela sua capacidade de agregação e pela sua ciência de compreender a arte de viver. Em segundo lugar, pela dedicação, com que procurava estabelecer e desenvolver relações personalizadas, sempre com pitadas deliciosamente espirituosas. Por fim, Mário ensinava pelo exemplo, ensinava sendo. Tudo o que realizava tinha a mágica da perfeição. Com ele, muito aprendi.
Mário tinha um virtuoso senso de justiça, pois sabia que amizade e justiça caminham juntos. Aristóteles nos ensina que a justiça é uma virtude fundamental para o exercício das demais virtudes, uma vez que somos justos quando retribuímos uma ação virtuosa semelhante.
Ora, é de bom alvitre ressaltar que numa confraria de amigos não existe nenhuma necessidade da justiça, tendo em vista que ela é da essência dessas amizades. Numa comunidade de amigos, como é cristalino, a justiça emerge com a naturalidade de uma cachoeira.
Mário Petrelli cultivou e viveu a importância da justiça na família, na cidade e em qualquer lugar. Em Ética a Nicômaco há uma bela passagem: “a justiça e a amizade são a mesma coisa ou quase a mesma coisa”. Não há relação de amizade sem justiça. Mário Petrelli foi um semeador de amizade.
É com emoção e muitas saudades, que recordo a minha convivência e fraternal amizade com Mário Petrelli, pois me faz lembrar o momento em que Jesus, no Lago de Genesaré, convocou os seus discípulos a fim de se tornarem pescadores de homens.
Afirma-se que Deus ao criar os homens já sabia as obras que deveriam produzir. E contas lhes seriam cobradas, se negligentes ou omissos. O Dr. Mário Petrelli nunca se omitiu e sempre se fez presente como agente da bondade, da compaixão e da solidariedade. Foi um homem de Deus na terra, voltou à Casa do Pai e deixou um Brasil inteiro povoado de saudades.”

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