Moacir Pereira

moacir.pereira@ndmais.com.br Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Jaison-Amin e a AST: a aliança que mudaria a história política de SC

Os dois politicos uniram-se para conquistar a Prefeitura da Capital

Derrotado pelo então deputado federal Esperidião Amin, do PDS, por 12.450 votos, o então senador Jaison Tupy Barreto, do PMDB, tomaria duas decisões nos anos seguinte que mudariam a história política de Santa Catarina.  A primeira foi o cancelamento da filiação no PMDB e a segunda a formalização de aliança com Amin para engajamento efetivo na campanha das Diretas para Presidente da Republica e a criação da AST-Aliança Social Trabalhista para disputar as eleições de prefeito de Florianópolis em 1985.

Jaison: um dos personagens mais importantes de SC em 50 anos – Foto: DivulgaçãoJaison: um dos personagens mais importantes de SC em 50 anos – Foto: Divulgação

Os dois projetos foram frustrados. No plano federal, pela força política da Nova República, que defendia o sistema indireto de eleição do sucessor do presidente João Figueiredo, sob a liderança do governador mineiro Tancredo Neves, unindo PMDB e a Frente Liberal, a dissidência do PDS comandada pelos senadores José Sarney, Jorge Bornhausen e Marco Maciel.  A emenda das Diretas foi rejeitada, depois das maiores mobilizações populares aqui mesmo em Santa Catarina, reunindo as principais lideranças nacionais do PMDB, PDT, PCB, etc.

Aqui em Santa Catarina, a derrota de Francisco de Assis Filho, candidato da AST, tendo Manoel Dias como candidato a vice-prefeito, também teve consequências.  Jaison Barreto perdeu os votos dos eleitores do PMDB e o PDT e aliados não garantiram êxito na tentativa de retornar a Câmara Federal.

A leitura feita na época era simples: se a AST tivesse sido vitoriosa, haveria renovação politica e a dupla Jaison-Amin marcaria um novo capítulo na história catarinense, com a fragilização das lideranças tradicionais.

Jaison e Amin tornaram-se grandes amigos.  Uma sólida e respeitosa amizade que prevaleceu até a morte de Barreto. Nos aniversários de Jaison, em vários anos, Amin marcou presença com outros correligionários e admiradores do ex-senador.

Mantinham contatos telefônicos com frequência sobre temas estaduais e nacionais, mantendo identidade em relação a várias bandeiras. Entre elas e com destaque, denúncias de irregularidades nos vários níveis da administração pública, com ênfase para o combate a corrupção.

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