Moacir Pereira

moacir.pereira@ndmais.com.br Notícias, comentários e análises sobre política, economia, arte e cultura de Santa Catarina com o melhor comentarista politico de Santa Catarina. Fundador do Curso de Jornalismo da UFSC. Integrante da Academia Catarinense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina, é autor de 53 livros publicados.


Jaison Barreto: orador contundente e trajetória partidária polêmica

Ex-senador fundou AST aliado com Esperidião Amin e perdeu a eleição da Capital em 1985

Com posições politicas contundentes, discurso fácil, uso de palavras fortes contra fatos políticos e atos de adversários, o ex-senador Jaison Barreto, que faleceu esta noite em Balneário Camboriú, ganhou notoriedade estadual e nacional.

Em 1982 participou de uma das eleições mais acirradas ao governo do Estado, como candidato do MDB, perdendo por pequena margem de votos para Esperidião Amin, então deputado federal do PDS.

MDB frustrou-se com saída de Jaison do partido em 1984 – Foto: Divulgação/NDMDB frustrou-se com saída de Jaison do partido em 1984 – Foto: Divulgação/ND

A campanha pelo restabelecimento das eleições diretas para Presidência da República acabou unindo os dois adversários.  Este entendimento resultou numa aliança inédita, com Barreto filiado do PDT, e Amin no PDS, formando a “AST- Aliança Social Trabalhista.

Venceu a disputa para a Prefeitura de Florianópolis , o candidato do MDB, deputado Edison Andrino de Oliveira, derrotando Francisco de Assis Filho, apoiado por Amin, tendo como vice-prefeito Manoel Dias, do PDT, indicado por Jaison Barreto.

A biografia do ex-senador está indicada com detalhes na “Memória da Assembleia Legislativa”.  Confira:

“Nasceu em 16 de agosto de 1933, em Laguna/SC. Filho de Ceres Silva Barreto e de Tupy Barreto. Seu pai foi Deputado Estadual na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, de 1955-1963. Casou com Astrid Renaux Barreto, com quem teve Rodrigo e André Felipe.

Iniciou seus estudos primários na terra natal. Prosseguiu a formação em Tubarão/SC, Gaspar/SC (Grupo Escolar Honório Miranda), e Indaial/SC (Grupo Escolar Polidoro Santiago). O curso ginasial fez no Colégio Catarinense, em Florianópolis/SC, e o científico completou no Colégio Piedade, no Rio de Janeiro/RJ.

Formou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1957. Especializou-se em Oftalmologia pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia, no ano de 1959, e pelo Instituto Barraquer, na cidade de Barcelona, Espanha, em 1964.

Exerceu a medicina inicialmente no Rio de Janeiro, mas logo retornou para Santa Catarina, onde clinicou nos municípios de Brusque e Blumenau por 15 anos. Presidiu a Regional de Blumenau e o Departamento de Oftalmologia da Associação Catarinense de Medicina (ACM).

Em 1966, participou da fundação do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), e concorreu pelo partido ao cargo de Deputado Estadual à Assembleia Legislativa catarinense, obteve 3.685 votos e ficou na suplência.

Nas eleições de 1970, elegeu-se Deputado Federal por Santa Catarina, pelo MDB, com 47.899 votos, para a composição da 44ª Legislatura (1971-1974). Durante o mandato, fez parte do grupo dos “autênticos do MDB”, que se destacou na oposição ao Regime Militar. No pleito seguinte, reelegeu-se à Câmara dos Deputados, com 62.151 votos, sendo o Deputado catarinense mais bem votado para a 45ªLegislatura (1975-1978).

Após dois mandatos na Câmara dos Deputados, pelo MDB, candidatou-se à vaga de Senador representando Santa Catarina em 1978, com 465.930 votos, foi eleito para a 46ª Legislatura (1979-1983) e 47ª Legislatura (1983-1987). Ocupou a função de 2º Vice-Presidente da Mesa Diretora do Senado, entre 1983 e 1984.

Disputou o cargo de Governador de Santa Catarina, em 1982, pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), conquistou 825.500 votos, ficou na segunda colocação na disputa vencida por Esperidião Amin, por uma diferença de 12.650 votos.

No último ano do mandato de Senador, ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT), sendo Líder da bancada do partido.

Pelo PDT, lançou candidatura para Deputado Federal nas eleições de 1986, recebeu 23.637 votos – o mais bem votado do partido, mas não foi eleito.

Depois não disputou outras eleições, mas continuou a influenciar na política catarinense. Posteriormente, filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileiro (PSDB).

Entre 1999 e 2002, foi membro do Conselho de Administração das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) e Vice-Presidente da Santa Catarina Seguros e Previdência S.A.”

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