Juíza cobra explicações de Flordelis sobre tornozeleira desligada por 17h

Motivo seria fim da carga da bateria do equipamento; a Seap informou que a carga da bateria do aparelho é responsabilidade do usuário

Um prazo de 48 horas. Foi o que deu a juíza Nearis Arce, da 3ª Vara Criminal de Niterói (RJ) para que a deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD-RJ) explique o motivo de o dispositivo ficar quase 17h desligado.

De acordo com laudo da Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) do Rio de Janeiro, o equipamento falhou 11 vezes entre outubro do ano passado e fevereiro deste ano.

Deputada federal Flordelis é acusada de ser a mandante do assassinato do marido – Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilDeputada federal Flordelis é acusada de ser a mandante do assassinato do marido – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

De acordo com o documento, o motivo seria o fim da carga da bateria do equipamento. A Seap informou que cabe ao usuário da tornozeleira a responsabilidade de mantê-la carregada.

Em 15 ocasiões, Flordelis não se encontrava em casa no horário estabelecido pela magistrada – das 23h às 6h. Em 14 delas, a parlamentar estava em deslocamento para Brasília.

A deputada é acusada de ser mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Ele foi morto com mais de 30 tiros, em Niterói, em 2019. Ela responde pelo crime em liberdade, mas com a obrigação de usar tornozeleira eletrônica.

Flordelis tem imunidade parlamentar e só pode ser presa em flagrante delito por crime inafiançável, conforme determina a Constituição Federal.

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