Legislativos retornam de recesso e elegem presidentes nesta segunda-feira

Na Alesc, Mauro de Nadal será o novo presidente. enquanto na Câmara dos Deputados a disputa é acirrada entre Arthur Lira e Baleia Rossi

As Casas Legislativas retornam nesta segunda-feira (1º) após o recesso parlamentar.  Nas duas principais: o Senado e a Câmara dos Deputados, o clima é de disputa para a presidência das Casas.

Na primeira, é dada como certa a vitória de Rodrigo Pacheco (DEM-MG), por outro lado, na Câmara a disputa promete ser acirrada entre Arthur Lira (PP-AL) – que conta com o apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) – e Baleia Rossi (MDB-SP), apoiado pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP) disputam à presidência da Câmara – Foto: Agência Câmara/Divulgação/ NDArthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP) disputam à presidência da Câmara – Foto: Agência Câmara/Divulgação/ ND

Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, não haverá confronto, o atual vice-presidente da Alesc, deputado Mauro de Nadal (MDB), é candidato único e será conduzido ao cargo.

Na Alesc, o deputado Mauro de Nadal, atual vice-presidente do legislativo, é candidato único à presidência. A nova Mesa está quase definida. Há uma disputa pela primeira vice-presidência entre o deputado Nilson Berlanda (PL) e Marcius Machado (PL).

Os demais cargos estão definidos com: Kennedy Nunes (PSD), como segundo vice; o primeiro secretário será Ricardo Alba (PSL). A segunda secretária será de um deputado do PP; o deputado Padre Pedro Baldissera (PT) na terceira e Laércio Schuster (PSB) como quarto secretário.

Deputado Mauro de Nadal será o novo presidente da Alesc – Foto: Solon Soares/Agência AL/Divulgação/NDDeputado Mauro de Nadal será o novo presidente da Alesc – Foto: Solon Soares/Agência AL/Divulgação/ND

Porém, Nadal não comandará a Alesc no biênio 2021-2023, um acordo com o próprio partido, colocará o deputado Moacir Sopelsa (MDB), como presidente da Casa a partir de 2022.

Sopelsa avisou que não disputará a reeleição no próximo ano, com isso presidir à Alesc seria uma premiação para o deputado.

A sessão para eleição do presidente ocorrerá no Plenário Deputado Osni Régis, a partir das 14 h. Será presidida pelo deputado Romildo Titon (MDB), que é o parlamentar mais idoso entre os de maior número de legislaturas estaduais completas. A votação é aberta e nominal, ou seja, cada deputado é chamado para declarar seu voto no microfone.

O presidente eleito tomará posse na mesma sessão e convocará outra sessão preparatória para a eleição dos demais membros da Mesa Diretora para o biênio 2021-2023: 1º vice-presidente, 2º vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário, 3º secretário e 4º secretário.

Na Câmara Municipal de Florianópolis, o vereador Roberto Katumi (PSD) foi eleito no dia 1º de janeiro. Mesmo com o retorno das atividades legislativas iniciando agora, ele já presidiu as sessões extraordinárias convocadas pelo prefeito Gean Loureiro ocorridas no final de janeiro.

Arthur Lira x Baleia Rossi

Se o clima é de calmaria em Santa Catarina, não se pode dizer a mesma coisa da Câmara dos Deputados em Brasília. A eleição para suceder o atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ), está prevista para começar às 19h.

Deputados e senadores elegem os novos presidentes da Câmara e do Senado – Foto: Arquivo/EBC/DivulgaçãoDeputados e senadores elegem os novos presidentes da Câmara e do Senado – Foto: Arquivo/EBC/Divulgação

A disputa está polarizada entre os deputados Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP). O alagoano conta com o apoio de 11 partidos (PP, PL, PSL, Pros, PSC, Republicanos, Avante, Patriota, PSD, PTB e Podemos) e do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Rossi tem o apoio do atual presidente da Casa e de 11 legendas (MDB, DEM, PSDB, PT, PDT, Solidariedade, Cidadania, PV, PCdoB, Rede e PSB).

Ainda correm por fora na disputa, os deputados Luiza Erundina (PSOL-SP) e Marcel Van Hatten (Novo-RS) por indicação de seus partidos. Já os deputados Alexandre Frota (PSDB-SP), André Janones (Avante-MG), Capitão Augusto (PL-SP), Fábio Ramalho (MDB-MG) e General Peternelli (PSL-SP) disputam a vaga de maneira avulsa.

Nos últimos dias, o clima esquentou entre os dois principais candidatos com troca de acusações. Baleia Rossi nos últimos dias acusou o governo federal de liberar recursos de emendas parlamentares, cerca de R$ 4 bilhões, em troca de voto para Lira.

“Não queremos uma Câmara que funcione como puxadinho do governo… A independência da Câmara não está pra negócio. A Casa não vai se curvar para o Executivo”, disse Rossi.

“Com tanta coisa para fazer e com tantos brasileiros e brasileiras precisando que as instituições trabalhem, não podemos nos perder com brigas, picuinhas e bate bocas de final de campanha”, respondeu Arthur Lira.

O pleito será presencial e o voto é secreto para os 513 deputados. Na ocasião, também serão escolhidos os demais ocupantes da Mesa Diretora: dois vice-presidentes, quatro secretários e os respectivos suplentes.

Pelo Regimento Interno da Câmara, será eleito em primeiro turno o parlamentar que conseguir a maioria absoluta dos votos, isto é, 257 dos 513 deputados. Caso isso não ocorra, os dois mais votados disputam o segundo turno para a presidência. Vence a disputa quem obtiver a maioria simples dos votos.

Na ocasião, também haverá a escolha dos cargos da Mesa Diretora da Câmara, conforme o critério de proporcionalidade partidária. Pelo regimento, os cargos são distribuídos aos partidos na proporção do número de integrantes dos blocos partidários.

Eleição mais tranquila no Senado

Já no outro lado do prédio do Congresso Nacional, a situação é bem mais tranquila para a possível vitória de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) na disputa pela presidência do Senado. Ele chega à reta final da campanha com o apoio do DEM, MDB, PDT, PP, PL, PSC, PSD, PT, Pros, Rede e Republicanos.

Dos 81 senadores, Pacheco teria, em tese, 42 votos, um além do necessário para se eleger. Basta a metade dos votos mais um para a vitória. O provável novo presidente do Senado tem repetido que mesmo com o apoio do presidente Bolsonaro tem o compromisso com os senadores que o apoiam de adotar, em caso de vitória na eleição, uma postura independente em relação ao Planalto.

Correm por fora na disputa os senadores Simone Tebet (MDB-MS), Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Major Olimpio (PSL-SP). Tebet tinha surgido como uma forte opositora na luta pela presidência, mas após a bancada do MDB desistir de concorrer com o nome da senadora e destinar o apoio ao parlamentar mineiro, deixou distante qualquer possibilidade de um resultado diferente nas urnas.

A eleição dos novos membros da Mesa do Senado está marcada para as 14h, quando é escolhido o presidente em votação secreta. Em seguida, o eleito toma posse e define a realização de uma segunda reunião preparatória, dessa vez para a escolha dos demais integrantes da Mesa: dois vice-presidentes e quatro secretários (com os respectivos suplentes). O segundo biênio da 56ª Legislatura terminará em 31 de janeiro de 2023.

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